Opinião

Petrobras faz preço da gasolina no Brasil ser 50% maior que nos Estados Unidos

Leia a opinião de Cláudio Humberto

Cláudio Humberto
Cláudio Humberto
Publicado em 15/03/2021 às 6:52
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YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM
Na semana de 4 de abril e 10 de abril, o diesel teve uma queda de 0,3% em relação à semana anterior. - FOTO: YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM
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Gasolina 50% mais cara

O monopólio da Petrobras lhe garante liberdade para manter a política criminosa de preços e a lorota de "lei de mercado". Aliada à ganância de distribuidoras e a impostos, a estatal faz o preço da gasolina no Brasil ser 50% maior que nos EUA, onde vigora a verdadeira lei de mercado, com livre concorrência. Enquanto os brasileiros estão pagando até R$6 na bomba, na Flórida o galão (3,79L) custa US$ 2,75, ou R$ 4,03 por litro. Inacreditavelmente, o preço da gasolina sofreu seis reajustes apenas em 2021 e acumula alta de 53% nas refinarias. Nas bombas, foram 16,7%. A cada aumento, a Petrobras culpa o mercado internacional. Desde 2019 o preço nos EUA subiu 7,42%, mas no Brasil o preço médio subiu 16,3%. A ganância de distribuidoras, que nada fazem além de trocar nota fiscal, e impostos fazem o preço sair de R$2,84 na refinaria para R$6 na bomba. Combustível renovável produzido há décadas pelo Brasil, o etanol sofre processo de sabotagem interna e segue aumentos baseados no petróleo.

Lockdown aumenta óbitos?

Mesmo sem apresentar evidências, o presidente Jair Bolsonaro repete à exaustão que o lockdown "não funcionou em lugar nenhum", mas há quem, na ciência, se aproxime desse conceito. Estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sobre o impacto do isolamento social nas mortes causadas pela covid-19, põe lenha nessa fogueira. Encontrou evidências de que "a adoção de medidas restritivas agravou a pandemia" em vez de atenuá-la […] "e pode estar diretamente relacionada a um aumento de 10,5% dos óbitos no período observado". O estudo do doutor em Psicologia Bruno Campello de Souza, revisado por um colega PhD, foi publicado há cinco meses, em outubro de 2020. Bruno Campello de Souza e Fernando Menezes Campello de Souza realizam pesquisas nas áreas de gestão médica e análise de dados.

História negada

O ressurgimento de Lula voltou a assanhar os petistas, que tentam apagar a História. Negam até as dimensões sem precedentes das manifestações que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff.

Suécia recuou

A Suécia foi caso raro de país que recusou o lockdown, mas o aumento exponencial de casos levou o seu governo a recuar de sua posição.

Frase

A situação é muito preocupante" -

Tedros Adhanom (OMS), que levou quase 2 meses para admitir a pandemia, em 2020

Ao trabalho

Para Alberto Rollo, professor de Direito Eleitoral da Mackenzie, caso as provas contra Lula forem aproveitadas pelo novo juízo, de Brasília, haverá tempo hábil para o TRF1 julgar o caso antes da eleição de 2022.

Estado de sítio

O governador Ibaneis Rocha mandou bem recomendando a Bolsonaro o estupendo filme "Estado de sítio", do diretor Costa Gavras, para que ele perceba que no DF há apenas medidas para preservar a vida.

Guia cego

Um tal guia do estudante, ao tratar de atualidades para o vestibular lembrou as manifestações populares do Brasil. Fala da revolta da vacina, diretas já, mas nenhuma linha sobre os milhões que foram às ruas para exigir o impeachment de Dilma.

Contra o teto

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) irá realizar, a partir desta terça (16), um ciclo de palestras para falar mal do Teto de Gastos.

 

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