COLUNA CLÁUDIO HUMBERTO

Fim da cobrança de malas

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), resolveu agir contra as "tarifas altíssimas", uma das mais altas do mundo, cobradas pelas empresas aéreas brasileiras

Cláudio Humberto
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Cláudio Humberto
Publicado em 18/01/2022 às 7:00 | Atualizado em 22/01/2022 às 4:16
MAURO PIMENTEL / AFP
As paralisações ocorrerão nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Rio-Galeão, Santos Dumont, Viracopos, Porto Alegre, Brasília, Confins e Fortaleza - FOTO: MAURO PIMENTEL / AFP

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), resolveu agir contra as "tarifas altíssimas", uma das mais altas do mundo, cobradas pelas empresas aéreas brasileiras. Ele também criticou as dificuldades para remarcar passagens, com exigências absurdas aos passageiros. Lira já mandou tirar da gaveta, para análise e votação próxima, o projeto de resolução do Senado engavetado pelo antecessor Rodrigo Maia em dezembro de 2016, anulando a cobrança de malas nos vôos nacionais. Dirigentes da Anac e das empresas aéreas mentiram, ao garantir que, com a cobrança de malas, as tarifas cairiam. Mas só aumentaram. O projeto de resolução do Senado foi aprovado no início da cobrança, mas empacou na Câmara pela força do lobby das empresas. Cinco anos depois, a cobrança para transportar malas, inexistente antes, hoje virou a não menos malandra "passagem de mala". Também têm chegado informações chocantes, ao Congresso, sobre relações "inapropriadas" entre empresas aéreas e pessoas da Anac.

Alckmin como objeto da esperteza

Em 2002, o petista Lula fez do industrial José de Alencar ser seu vice numa jogada esperta para superar resistências da classe média e do empresariado. Como a jogada deu certo, Lula agora não precisa mais de uma "carta aos brasileiros", para bajular o setor produtivo. Mas, chamado de ladrão nas ruas, ele agora busca uma espécie de "muleta moral" contra a suspeita de que deseja retomar o poder para roubar. É onde se encaixa o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Cercado de políticos de má reputação como ele, o petista busca o aval político de um vice com fama pela honestidade. Na imaginação de Lula, Alckmin também permitiria, digamos, roubar votos de eleitores neoliberais decepcionados com Bolsonaro. O desafio de Alckmin é explicar a seus eleitores, com nojo de petistas, que chamar Lula de "ladrão", em 2018, era só força de expressão.

Sem saída

Informações alarmantes sobre o contágio por covid, na Câmara, levaram Arthur Lira à decisão de adiar o trabalho presencial por quarenta dias, até o Carnaval. O serviço médico chegou no pico, nessa segunda (17).

Todo mundo?

O presidente Jair Bolsonaro repetiu à exaustão que "todo mundo vai pegar covid". A ômicron confirmaria isso não fosse a expectativa dos cientistas de que essa variante vai diminuir seu contágio em um mês.

De verdade

O Partido da Causa Operária (PCO) chama de "demagogia" atos de supostos progressistas por diversidade em conselhos de empresas, "enquanto a esmagadora maioria das mulheres é tratada como lixo".

Outra história

O número de casos ativos de covid no mundo em 2022 é o mais alto da pandemia: 56 milhões, o triplo da média. Mas as mortes continuam menos da metade da média observada no ano passado.

Ritmo diferente

A proporção de casos críticos de covid despencou ao menor patamar desde o início da pandemia: 0,2%. Os casos considerados leves ou assintomáticos representam 99,8% de todos os infectados atualmente.

Prestar atenção

Citando palavras que chamam atenção nas redes, como "desigualdade, injustiça e construir muros", o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu, no Dia de Martin Luther King... o "mercado global".

Frase

"É um grande passo" - Presidente Jair Bolsonaro sobre a implantação do 5G no Brasil, em 2022.

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