COLUNA CLÁUDIO HUMBERTO

Tem sido um sucesso a campanha de vacinação contra a covid no Brasil

Os profissionais de saúde conseguiram aplicar duas doses nos braços de 69,3% da população geral, mais que os Estados Unidos (62,8%) e a Europa (62,6%)

Cláudio Humberto
Cláudio Humberto
Publicado em 21/01/2022 às 8:14
MYKE SENA/MS
O Brasil já aplicou mais de 350 milhões de doses de vacinas anticovid - FOTO: MYKE SENA/MS
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Apesar das críticas dos oposicionistas e até do próprio presidente Jair Bolsonaro (PL), tem sido um sucesso a campanha de vacinação contra a covid no Brasil. Os profissionais de saúde conseguiram aplicar duas doses nos braços de 69,3% da população geral, mais que os Estados Unidos (62,8%) e a Europa (62,6%). Incluídos aqueles que receberam apenas uma dose, a parcela dos brasileiros vacinada é de 78,3%. Nos EUA, 75% da população recebeu ao menos uma dose, resultado igual ao do Reino Unido. Na Europa, 66,4%. Todos perdem do Brasil. Os Emirados Árabes Unidos são caso único: 99% de toda a população receberam uma dose. Mas são apenas 9,8 milhões de habitantes. No total, o Brasil já aplicou mais de 350 milhões de doses de vacinas em cerca de 167,6 milhões de habitantes. A média mundial de duas doses aplicadas é de 51,6%, bem abaixo da brasileira. Incluídos os que receberam apenas uma dose, são 60,2%.

MST e Alckmin agora se abraçam

Não se pode escrever o que dizem os bandoleiros do MST, nem muito menos o que afirma o ex-governador Geraldo Alckmin. Após seu líder João Pedro Stédile haver afirmado que o ex-tucano representaria "a derrota completa da classe trabalhadora e da luta pela reforma agrária", o puxadinho do PT no campo declarou apoio a sua aliança com Lula. Nesse campeonato de oportunismo político rastaquera, ninguém sabe qual o MST é digno de crédito: o que ataca ou o que apóia Alckmin. O pulôver vermelho de Alckmin deve estar espetando: não faz muito tempo, ele disse que Lula quer o poder para "voltar à cena do crime". Alckmin fez essa advertência em vídeo no qual lembrou os 15 milhões trabalhadores que perderam seus empregos com o PT no governo. No mesmo vídeo, anterior à pandemia, Alckmin disse que "Lula será condenado nas urnas pela maior recessão da nossa história".

Sem chances

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), não crê em aumento para servidores, que, para ele, nem deveria ser considerado. Mas prefere esperar a sanção presidencial do orçamento, nesta sexta.

Interesse

A discussão sobre "auto-teste" de covid faz lembrar uma polêmica que surgiu após "auto-testes" de gravidez à venda em farmácias. Hoje, como ontem, os laboratórios não querem perder faturamento.

Irrecuperáveis

O dólar despencou, nesta quinta (20), e a bolsa fechou em alta que não se via há três meses. Os representantes do mercado, sempre mal-humorados, desqualificaram a boa notícia: "não será duradouro..."

Querida Elza

A morte de Elza Soares surpreendeu muita gente que não a imaginava tão popular e querida. Assim que a notícia se espalhou, houve uma comoção nas redes sociais. Fará muita falta à musica brasileira.

Caráter em jogo

Ao admitir aliança com Geraldo Alckmin, Lula afirmou que ele e o ex-tucano têm "visões de mundo diferentes". Chamar o outro de ladrão não define exatamente "visões de mundo" divergentes.

Censo 2022

Vai até o próximo dia 21 o processo de contratação do IBGE das pessoas que vão trabalhar no Censo Demográfico de 2022. Serão empregados 206.891 recenseadores e agentes.

Frase

"[O Brasil] foi sequestrado pelas corporações do serviço público" - Deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara

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