Os detalhes da inflação do Brasil e do Recife em agosto. Veja comportamento dos preços

Publicado em 10/09/2015 às 22:00
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(foto: retirada da internet) (foto: retirada da internet) O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, fechou agosto com uma alta de 0,22%, após uma elevação de 0,62% em julho. Foi a menor expansão para o mês desde 2010, quando o IPCA avançou 0,04%. No entanto, o indicador acumula alta de 9,53% em 12 meses, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. Apesar de ser uma elevação menor que a verificada em 12 meses até julho (9,56%), em quatro regiões o resultado já ultrapassa os dois dígitos. O maior IPCA acumulado no período é o de Curitiba (11,06%). Em seguida vêm Porto Alegre (10,34%), Goiânia (10,18%) e Campo Grande (10,17%). Outras quatro regiões têm IPCA acima de 9% nos últimos 12 meses: São Paulo (9,75%), Rio (9,70%), Fortaleza (9,51%) e Recife (9,03%). Completam o elenco das regiões pesquisadas Salvador (8,91%), Belém (8,49%), Belo Horizonte (8,38%), Brasília (8,09%) e Vitória (7,91%). Nacionalmente, o IPCA em 12 meses desacelerou ante julho, quando havia subido 9,56%, o maior resultado neste confronto desde novembro de 2003, quando ficou em 11,02%. Entre julho e agosto, nacionalmente a inflação desacelerou em seis dos nove grupos pesquisados pelo IBGE. A principal desaceleração ocorreu no grupo transportes (0,15% para -0,27%), diante da queda de 24,90% nos preços das passagens aéreas. Os alimentos e bebidas também ficaram 0,01% mais baratos. Outra desaceleração foi percebida no grupo habitação (1,52% para 0,29%). Já no Recife, onde o IPCA subiu 0,18% em agosto – ante alta de 0,68% em julho –, as quedas foram sentidas no grupo habitação (-0,77%), puxado pelos combustíveis domésticos (-4,27%) e pela energia elétrica residencial (-3,27%). O botijão de gás teve a maior queda expressiva do País (-4,27%). Porém, em 1º de setembro o preço subiu. Em alguns lugares, o preço do botijão ultrapassa R$ 60. O item energia refletiu a redução no PIS/Cofins. O grupo vestuário também caiu (-0,32%), influenciado principalmente pelo barateamento de calçados e acessórios (-1,32%) e joias e bijuterias (-0,67%). Para o acumulado do ano e dos últimos 12 meses, o comportamento dos preços muda. Confira os principais resultados no quadro ao lado. BAIXA RENDA O IBGE divulgou também que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,25% em agosto em âmbito nacional, após ter registrado alta de 0,58% em julho. Com o resultado, o INPC acumulou altas de 7,69% no ano e de 9,88% nos 12 meses encerrados em agosto. No Recife, a alta no mês foi de 0,16%, após expansão de 0,69% em julho. No ano, acumula alta de 7,25%. Em 12 meses, 9,00%. O INPC mede a inflação para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados. JC-ECO0911_INFLACAO-web

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