Cesta básica da RMR fica 20% mais cara em um ano

Publicado em 19/08/2016 às 20:53
(Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)
FOTO: (Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)
Leitura:
(Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas) Conjunto de itens custava R$ 393,09 em julho, segundo Procon-PE (Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas) O conjunto de itens que compõem a cesta básica dos moradores da Região Metropolitana do Recife (RMR) ficou quase 20% mais caro no último mês de julho em comparação com o mesmo período de 2015. Segundo o levantamento do Procon-PE, no início do segundo semestre do ano passado era preciso desembolsar R$ 327,78 para garantir produtos de necessidade básica. No mês passado, essa conta subiu para R$ 393,09, o equivalente a 44,67% do salário mínimo. Na comparação com o mês de junho deste ano, a elevação foi de 0,11% no grupo de produtos. A pesquisa considera um conjunto de 27 itens (incluindo alimentação, limpeza doméstica e higiene pessoal) pesquisados em 23 estabelecimentos da RMR. LEIA MAIS » Cesta básica na RMR fica 3,3% mais barata. Pesquisar ajuda a economizar » Confira os meses em que é mais barato comprar passagens aéreas » Consumidor têm direitos em caso de assalto » Celpe troca material reciclável por desconto na conta de luz Os produtos que sofreram maior aumento de preço na comparação com o mês de junho foram a charque de segunda, que subiu 23,97%, seguida do leite em pó integral (18,65%) e da cebola (15,64%). O feijão, que vinha ocupando o papel de vilão da cesta básica, com grandes aumentos nos últimos meses, manteve-se com o valor estável. O preço do grão, no entanto, está 262,9% mais caro, se comparado a julho de 2015. “A tendência neste momento é de desaceleração da subida de preços. Temos uma inflação que ainda é alta, mas que já está perdendo a força. E um dos fatores que mais influenciaram a inflação foram os alimentos”, comenta o economista do Conselho Regional de Economia de Pernambuco (Corecon-PE), Fábio Silva. Para ele, as altas de preços nos próximos meses devem ser cada vez menores, até começar a haver queda. “Para o ano que vem, não temos sinais de que os alimentos tenham aumentos tão expressivos”, complementa o economista, que lembra que alguns itens, no entanto, estão sujeitos a possíveis problemas de safra, que também afetam o preço. Entre os itens que ficaram mais baratos em julho, destacam-se o sabão em barra, que caiu 18,49%, seguido do fubá (-18,46%), da dúzia dos ovos brancos (-11,44%) e do frango desossado inteiro (-9,11%).

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias