TECNOLOGIA

Postos de combustíveis terão bombas antifraude, promete o Inmetro

Órgão está desenvolvendo dispositivo que vai permitir ao consumidor receber em um aplicativo de celular a leitura real da quantidade de combustível que passa pela bomba

Edilson Vieira
Edilson Vieira
Publicado em 22/02/2021 às 21:10
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FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
Inmetro diz que novo dispositivo vai ajudar a combater a sonegação de impostos - FOTO: FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
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O Intituto Nacional de Metrologia (Inmetro), anunciou nesta segunda-feira (22) que trabalha na implantação do regulamento técnico que prevê a certificação digital de bombas de combustíveis de todo o País. O objetivo, segundo o órgão, é dificultar a ocorrência de fraudes eletrônicas que adulteram o volume do combustível entregue ao consumidor. "Essas fraudes superam os R$ 20 bilhões por ano, segundo levantamento do setor", informou o Inmetro.

APLICATIVO

Anunciada como uma certificação digital, o dispositivo eletrônico permitirá que o próprio consumidor confirme que está levando a quantidade de combustível pela qual pagou na hora do abastecimento, por um aplicativo em seu celular. “O Inmetro atua incessantemente no combate às fraudes eletrônicas efetuadas nas bombas de combustíveis utilizadas nos milhares de postos espalhados pelo território nacional. Essas fraudes geram grandes prejuízos à sociedade brasileira, quer seja diretamente ao consumidor, que recebe um volume de combustível inferior ao pago, quer seja pela sonegação de impostos, com a declaração de volumes inferiores ao efetivamente comercializado”, afirmou na nota, Periceles Vianna, diretor de Metrologia Legal do Instituto.

TÉCNICA

O Inmetro informou ainda que a assinatura digital será  feita no "pulser", um componente que faz a leitura do combustível que passa pela bomba e transforma no numeral digital que o consumidor vê no display, com a quantidade de volume entregue. O Inmetro não informou os custos e nem o prazo de instalação dos dispositivos. Apenas divulgou que "a transição do parque de bombas instalado para o novo regulamento será gradual, dispensando a necessidade de substituição forçada de bombas em uso, salvo em casos de fraude comprovada ou na substituição natural de uma bomba obsoleta pelo tempo de uso". 



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