Sisu 2020: 49,8% dos pretos e pardos aprovados na UFPE tiveram vagas confirmadas

Margarida Azevedo
Margarida Azevedo
Publicado em 06/02/2020 às 13:10
Foto: Cecília Bastos / USP Imagens
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[caption id="attachment_5213" align="aligncenter" width="748"]"" Foto: Cecília Bastos / USP Imagens[/caption](Modificada às 19h para atualização e correção de informações)Metade dos candidatos autodeclarados pretos e pardos ou deficientes e que foram classificados pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) teve a vaga validada pelas comissões de heteroidentificação ou de verificação. Dos 2.185 estudantes com nomes publicados no primeiro listão, 1.089 foram considerados aptos pela universidade após análise dessas comissões. Isso representa 49,84%.Outros 364 estudantes (16,6%) tiveram as vagas negadas, ou seja, as comissões os consideraram inaptos para as cotas de pretos e pardos ou para as cotas de deficientes. A UFPE registrou ainda 732 candidatos ausentes: não compareceram para realizar a pré-matrícula e serem avaliados pelas comissões, o que dá um percentual de 33,50%.Os resultados saíram na noite de quarta-feira (05). Todos os reprovados têm até 23h59 desta sexta-feira (07) para ingressarem com recursos, caso desejem. O formulário online está disponível no hotsite Sisu UFPE. Diferentemen do ano passado, o processo é apenas online. Até as 15h desta quinta-feira, 130 vestibulandos haviam registrado recurso discordando do resultado.Cada comissão é formada por três pessoas, entre alunos, docentes e técnicos da universidade, além de representantes externos da sociedade civil. Eles foram selecionados por meio de um edital e passaram por formações para fazer as avaliações.

NOVA COMISSÃO

Encerrado o prazo para recurso, os candidatos serão submetidos a uma nova análise, desta vez por uma comissão diferente da primeira. No caso dos pretos e pardos, eles não precisarão comparecer novamente na UFPE. A avaliação será feita pelos vídeos que foram gravados no dia em que eles passaram pela primeira comissão.As pessoas com deficiência terão que ser vistas de novo pela comissão. Entre os três integrantes há um médico e outros profissionais da área de saúde.Após o resultado do recurso, caso a vaga continue em aberto será preenchida por outro candidato que esteja na lista de espera do Sisu na mesma cota. Vale destacar que ele também será submetido às comissões.Em 2019, 288 feras tiveram o benefício da cota rejeitados. Destes, 188 apresentaram recurso, mas 98 deles seguiram barrados e não puderam se matricular.

REGRAS

Segundo as regras da UFPE, para validar a autodeclaração de candidatos às vagas reservadas aos candidatos pretos ou pardos serão considerados unicamente os aspectos fenotípicos do candidato, sendo vedado qualquer outro critério, inclusive as considerações sobre a ascendência."Entende-se por fenótipo o conjunto de características físicas do indivíduo, predominantemente a cor da pele, a textura do cabelo e os aspectos faciais, que, combinados ou não, permitirão validar ou invalidar a autodeclaração", esclarece a universidade.Será considerado preto ou pardo o candidato que assim for reconhecido por pelo menos dois dos membros da Comissão de Heteroidentificação, com base no fenótipo. Veja as listas dos candidatos aprovados pelas comissões[caption id="attachment_8515" align="aligncenter" width="748"]"" E-mail enviado a um candidato informando que a matrícula foi indeferida[/caption] (Esse texto foi alterado para corrigir informações divergentes que haviam sido repassadas pela UFPE no final da manhã desta quinta-feira)

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