COLUNA ENEM E EDUCAÇÃO

Enem 2021 não será aplicado este ano, diz jornal. Inep nega

Segundo colunista Anselmo Gois, de O Globo, presidente do Inep informou nesta quinta que as provas serão realizadas em janeiro ou fevereiro de 2022. Assessoria do instituto negou

Margarida Azevedo
Margarida Azevedo
Publicado em 13/05/2021 às 15:21
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YACY RIBEIRO/JC IMAGEM
SSA Candidatos fazem provas 3 vezes, ao final das séries do ensino médio - FOTO: YACY RIBEIRO/JC IMAGEM
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Atualizada às 17h

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não deverá ser aplicado mesmo este ano, segundo o colunista do jornal O Globo, Anselmo Gois. Ele publicou, na tarde desta quinta-feira (13), que o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Danilo Dupas Ribeiro, informou, esta manhã, a membros do Conselho Nacional de Educação, que as provas vão acontecer em janeiro ou fevereiro de 2022. A assessoria de comunicação do Inep nega.

Segundo o jornalista de O Globo, a justificativa dada por Danilo Dupas Ribeiro seria "falta de tempo e orçamento. Na última terça-feira (11), uma portaria publicada pelo Inep no Diário Oficial com as metas globais do órgão para 2021 não incluiu a aplicação do exame. Citou apenas "o planejamento e a preparação técnica" da avaliação.

O QUE DIZ O INEP

A assessoria de comunicação do Inep enviou para o JC um áudio que, segundo ela, é do presidente do Inep. Seria uma das falas de Danilo Dupas Ribeiro durante reunião nesta manhã na Câmara de Educação Básica do CNE.

"O Enem está nesse processo de planejamento. Não tinha como eu assinar algo sem ter esses alinhamentos prévios {em relação a orçamento}. Nesse mês vamos definir a data do Enem", afirmou o responsável pelo Inep.

"Como nós sabemos, isso impacta na logística. Estamos engajados para que o Enem ocorra este ano, mas temos variáveis sensíveis que estamos alinhando junto ao MEC. Pode ter certeza que os servidores estão engajados. E que vamos buscar a excelência na aplicação e no atendimento dos requisitos sanitários", complementou Danilo Dupas Ribeiro.

Sisu, Fies e Prouni

O Enem é realizado por milhares de candidatos que desejam ingressar no ensino superior público. Somente com a nota dele é possível concorrer a vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), plataforma online que substitui o vestibular em mais de cem universidades públicas (a maioria federais) do País.

Também com o resultado do Enem é possível concorrer a bolsas em faculdades privadas, por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni) e ao financiamento estudantil pelo Fies, iniciativa federal que ajuda os universitários a pagarem as mensalidades em instituições particulares.

Devido à pandemia de covid-19, o Enem 2020 não ocorreu no ano passado. Foi adiado para janeiro deste ano, no modelo impresso. O exame digital aconteceu em fevereiro.

Isenção

Pela primeira vez, o Inep publicou um edital separado para pedido de isenção da taxa de inscrição do Enem 2021. Em outros anos, um único edital detalhava esse prazo e divulgava as datas das provas e o valor da inscrição. Até esta quinta-feira (13) não se sabem esses detalhes.

O candidato que quiser pedir isenção deve se inscrever a partir de segunda-feira (17) até 28 de maio. Segundo cronograma, o resultado dos contemplados com o benefício será liberado em 9 de junho. O período de recurso será entre 14 e 16 de junho e o resultado dos recursos serão divulgados em 25 de junho.

Aqueles que se inscreveram e faltaram à última edição do Enem também poderão justificar a ausência entre os dias 17 e 28 de maio. O procedimento é necessário para solicitar isenção na taxa da próxima edição do exame.

Veja quem pode pedir isenção na taxa de inscrição do Enem:

- estar cursando a última série do ensino médio no ano de 2021, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública;

- ter cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou ser bolsista integral na rede privada, além de ter renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio;

- ou declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), desde que informe o seu Número de Identificação Social (NIS) único e válido.

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