Enem 2021

Reitores da UFPE, UFRPE e UPE defendem o Enem como forma de acesso ao ensino superior

Os três também tranquilizam os vestibulandos de que não há perspectiva de saída das três universidades do Sisu

Margarida Azevedo
Margarida Azevedo
Publicado em 21/11/2021 às 9:22
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O dirigentes da UFPE, UFRPE e UPE,, deram suas opiniões sobre o Enem 2021 - FOTO: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Em Pernambuco, o Enem é usado pelas cinco universidades públicas para selecionar os alunos das graduações, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). UFPE, UFRPE, UFAPE e Univasf, as quatro federais, e UPE, única estadual, participam do sistema que é coordenado pelo Ministério da Educação (MEC).

A pedido do JC, os reitores Alfredo Gomes, Marcelo Carneiro Leão e Pedro Falcão, dirigentes da UFPE, UFRPE e UPE, respectivamente, deram suas opiniões sobre o Enem.

Os três também tranquilizam os vestibulandos de que não há perspectiva de saída das três universidades do Sisu. O sistemas continuará sendo a principal forma de acesso aos cursos de graduação.


Alfredo Gomes - UFPE


"Eu particularmente continuo acreditando no Enem, embora a saída do Inep de muitos funcionários técnicos competentes e dedicados, das funções, recentemente, tenha gerado uma situação de muita perplexidade. O que está acontecendo é uma questão de outra ordem e tem a ver com a gestão mais recente da política do Ministério da Educação, do Inep, que tem gerado muita confusão, muita insegurança em torno dessas questões.

O Enem já é aplicado no Brasil há muito tempo e sempre seguiu todos os protocolos de segurança, de sigilo na formulação das questões. Ele faz parte de uma política pública muito bem consolidada, de um investimento que o Estado brasileiro vem fazendo, ao longo de muitos anos, nessa iniciativa que permite o ingresso da população nas universidades. Acho que é uma política pública muito importante e que precisa ser defendida. Eu particularmente faço uma distinção entre essa política pública, de maneira geral, e o que está acontecendo de forma bem específica agora.

Eu estou aqui na esperança de que tudo possa acontecer da melhor forma possível e que o teste seja aplicado de forma adequada, com segurança, uma vez que essa é a expectativa de todos os estudantes que pretendem ingressar na universidade e de seus familiares. Eu continuo acreditando no Enem e acho que as declarações feitas pelo presidente da República não devem se refletir nessas provas.

Nós das universidades devemos cuidar para que isso tenha o menor impacto possível na vida dos estudantes que pretendem ingressar nas instituições de ensino superior. Espero que seja um exame seguro e que, se tiver algum tipo de problema, algum tipo de ocorrência negativa, que seja apurado e devidamente punido pelas instituições responsáveis, como o Ministério Público, a Justiça, o parlamento. Nosso desejo e a nossa expectativa é de que os problemas atualmente existentes sejam superados com a maior brevidade possível junto ao Inep e ao Ministério da Educação".

Marcelo Carneiro Leão - UFRPE

“Acredito plenamente no Enem, como uma das ações mais importantes nos últimos anos, porque ele universaliza a possibilidade de acesso dos nossos estudantes às universidades públicas federais. Esse é um processo extremamente democrático, e, portanto, é fundamental a sua permanência. A confiança do exame está na sua construção técnica, que, até os últimos anos, com o banco de provas e todo o processo, independentemente de governos, tem sido feita dentro do Inep com critérios que devem ser obedecidos.”

Pedro Falcão - UPE


"Nós precisamos continuar acreditando e confiando no exame, independente de governo, porque o Enem se transformou em um grandioso processo seletivo, é a porta de entrada nas Universidades públicas do país e, nesta direção, é um patrimônio da Educação Brasileira. Desta forma, ele tem que ser visto como um exame que transcende qualquer posicionamento ideológico. Mesmo tendo tido perdas nos últimos tempos, por exemplo, a falta de continuidade do PNAEST, política que permitia o financiamento e permanência de estudantes na Educação Superior Estadual ou Municipal (não é só acesso, mas também a permanência do estudante que deve ser entendida como prática permanente pelo Governo Federal), o ENEM se apresenta como uma política pública consolidada. Assim, o profissionalismo deve permanecer perante a equipe técnica responsável porque o sonho de milhões de estudantes está em jogo. O ENEM influencia e orienta a melhoria do Ensino Médio no país. Nesse sentido, MEC e INEP deve promover gerência e compromisso sobre as diversas instâncias das provas, desde a elaboração até a aplicação, em todas as regiões e cidades, com responsabilidade.

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