Abastecimento bacurau

Felipe Vieira
Felipe Vieira
Publicado em 03/03/2013 às 7:03
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Quinta-feira, a Compesa anunciou a volta do racionamento nas áreas planas do Recife, alegando que o nível da barragem de Pirapama, no Cabo, estava muito baixo por falta de chuvas. Mas, quem mora nas áreas de morro ou em outros municípios do Grande Recife, como Olinda e Paulista, já vem se queixando há meses da piora no sistema de abastecimento. Na 2ª Etapa de Rio Doce, Olinda, moradores ficaram cerca de um mês sem água.Nesse caso, a Compesa argumentou que a causa foi um defeito elétrico no poço que abastece a comunidade. Mas problemas semelhantes foram verificados em Ouro Preto e nos bairros de Maranguape 1 e Paratibe, Paulista. No Recife, a comunidade do Morro da Conceição fez protesto contra a falta dágua na terça-feira e moradores da Madalena dizem que o racionamento começou há dois meses, quando deixaram de receber água todo dia. Não há como ignorar os efeitos da seca, mas há questionamentos a fazer. Por que a população só foi informada da situação de Pirapama quando a barragem desceu a menos de 20% da capacidade, o que não ocorreu de uma hora para outra? Também não dá para entender o horário de abastecimento. Por que o cidadão ainda tem que ser penalizado, como no Morro da Conceição, acordando de madrugada para encher um balde dágua? O fornecimento não poderia ser feito à luz do dia para poupar a saúde de quem já está sendo agredido com a limitação de um serviço essencial?

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