Grande Recife: devagar quase parando

Publicado em 19/03/2013 às 7:03
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O levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que consagrou a Região Metropolitana do Recife como a terceira onde o cidadão perde mais tempo para fazer um deslocamento do tipo casa-trabalho reafirma a necessidade imperiosa de se investir em transporte coletivo. Afinal, a principal causa das retenções é que a cidade ficou pequena demais para tanto carros e, por ser histórica, imprensada entre rios e cortada por 66 canais, não tem espaço para novas vias. Como toda atividade dos demais municípios da região metropolitana converge para a capital, o trânsito fica completamente travado. Mas, embora a pesquisa mostre que o tempo médio de deslocamento de 35 minutos é o mesmo para pobres e ricos, ela não leva em conta a espera do usuário de transporte coletivo na parada de ônibus ou no terminal. Quem usa o serviço sabe que, às vezes, o tempo de espera pode superar o do percurso. Isso contribui para aumentar ainda mais o estresse do trabalhador ou estudante e afetar seu rendimento. Mesmo que a Prefeitura do Recife implante o rodízio de automóveis, a mobilidade não vai melhorar sem aumento da frota de ônibus e expansão do metrô. Afinal, muitas famílias têm mais de um carro em casa. O grande desafio será oferecer um serviço de transporte público bom o suficiente para convencer a todos que é melhor deixar o carro em casa.

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