Caso de polícia

Publicado em 14/06/2013 às 8:17
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Com a revelação da Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) de que houve 31 mortes por choque na rede elétrica em 2012, a Celpe deixa de ser problema de defesa do consumidor e passa a ser caso de segurança pública. Afinal, esses são números que superam o índice de homicídios de algumas cidades do Estado. Para se ter um dia, os dez municípios do Sertão do Araripe registraram 30 assassinatos nos primeiros seis meses do ano passado. Impressionante é que essa informação só foi revelada agora, depois da comoção causada pela morte do engenheiro Davi Santiago. A Celpe foi multada em R$ 3,1 milhões, mas nem o prejuízo nem as mortes foram suficientes para uma mudança de conduta. Caso contrário, o engenheiro ainda estaria vivo. Agora, diante da repercussão, a responsabilidade criminal da empresa também será apurada. Mas e a responsabilidade dos órgãos que deveriam fiscalizá-la? Afinal, para que servem agências reguladoras como a Aneel? De uma forma geral, é visível a queda de qualidade no serviço da concessionária. Demora muito para substituir postes com risco de desabamento e a restabelecer a energia quando falta. Ontem à tarde, moradores da Rua Comendador de Sá Barreto, em Piedade, Jaboatão, já estavam há 18 horas sem o serviço. Mas tudo isso é remediável. Já as 31 vidas perdidas no ano passado (e sabe-se lá quantas este ano), não.

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