Recife indigente

Felipe Vieira
Felipe Vieira
Publicado em 26/08/2013 às 14:19
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De Jorge Cavalcanti (interino)O Recife e suas contradições! A cidade que mais gerou empregos entre as capitais nordestinas no ano passado, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), é também a que assiste ao aumento da população em situação de vulnerabilidade social. O município não sabe o número exato de indigentes hoje. Mas admite que a legião cresce. Na grande maioria, são pessoas que têm casas. Mas preferem a dificuldade das ruas por força da dependência química ou pelos laços familiares já rompidos. São jovens como a adolescente da foto acima que, sob um sol forte, prefere o calor dos bancos de cimento da Praça da Independência, no Centro, a viver com a família. O histórico de agressões praticadas por um dos irmãos explica a escolha. Ou como o senhor da imagem abaixo, obrigado a fazer as necessidades no Canal de Setúbal, na Zona Sul, à luz do dia.A secretária executiva de Assistência Social do Recife, Geruza Felizardo, conta que a prefeitura dispõe de sete equipes sociais, responsáveis pela difícil missão de reestruturar laços familiares num ambiente de convulsão social. Um trabalho de formiguinha que, como se vê, não surte grandes resultados sozinho. Tropeça no crack e na miséria.A prefeitura tem um estimativa de quantas pessoas estão na rua hoje. Mas a secretária prefere não divulgar, por acreditar que o número está abaixo do universo real. A gestão passada trabalhava com algo em torno de 1,5 mil indigentes. Mas o dado também sofria de falta de precissão.Até o final do ano, conta a secretária, o município pretende elevar o número de equipes sociais e iniciar uma pesquisa para mapear as pessoas que vivem na rua. Identificar o tamanho exato da mazela para tratá-la da forma mais eficiente.

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