Situação de passageiros, funcionários de metrô e comerciantes é tensa devido a assaltos

Publicado em 10/09/2015 às 11:21
Leitura:
É tensa a situação de passageiros, funcionários do metrô e ainda de comerciantes que atuam em plataformas desse meio de transporte. Isso por conta das constantes investidas de bandidos. Além dos assaltos que ocorreram nas estações de Werneck e Santa Luzia, ocorreu um outro, também no dia 9, na Estação de Jaboatão, conforme vídeo enviado por leitor. O bandido chegou armado com faca, ameaçou vendedora em quiosque e fez a limpeza, segundo um servidor da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos). "O assalto ocorreu na área interna. O cara chegou, botou a faca na cabeça da pessoa que estava no quiosque. Foi à rampa", contou o servidor. Veja só o vídeo: Com relação aos assaltos que ocorreram na Estação Werneck e em Santa Luzia, também na quarta-feira, um maquinista que estava no trem assaltado disse que "foram 20 minutos de pânico". Ele informou, também, que os assaltantes, armados com revólveres, não eram homens. "E sim meninos, pivetes mesmo. Um deles, penso que tinha no máximo doze anos", contou o maquinista. Ele explicou que o trio  assaltou uma passageira, ainda na Estação de Werneck, e logo em seguida entrou no trem, o que já deixou os passageiros inquietos. E foram até a Estação de Santa Luzia. Chegaram a desembarcar, mas ao ver uma mulher usando o celular, os três voltaram para nova investida. "Aí o pânico se estabeleceu. Era gente correndo para todo lado, inclusive nos trilhos", contou.  Informou que demorou um pouco para deslocar de novo o trem, para evitar atropelar algum passageiro. "Isso porque no meio da confusão, até os trilhos foram invadidos". Ele disse que haviam gente chorando, gritando, desmaiando. "Teve uma moça que ficou sem conseguir se sustentar nas pernas e a coloquei na cabine, para não ser pisoteada", afirmou. Na quarta, a CBTU informou que irá reforçar a segurança do metrô. O maquinista pediu que os usuários não ostentem tanto seus celulares. "Todo mundo deveria ter liberdade para usar os aparelhos, onde quisesse. Mas infelizmente, virou atrativo para bandidos. Eles já tinham feito o assalto em outra estação, e resolveram assaltar de novo quando viram uma mulher conversando pelo celular", disse ele.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias