Impasse permanece no Paço do Frevo

Felipe Vieira
Felipe Vieira
Publicado em 17/12/2015 às 19:21
Uma das casas de maior destaque no roteiro cultural do Recife Antigo, Paço do Frevo enfrenta crise: funcionários de aviso prévio.
Uma das casas de maior destaque no roteiro cultural do Recife Antigo, Paço do Frevo enfrenta crise: funcionários de aviso prévio.
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[caption id="attachment_7415" align="aligncenter" width="748"]"Uma Uma das casas de maior destaque no roteiro cultural do Recife Antigo, Paço do Frevo enfrenta crise: funcionários de aviso prévio.[/caption] Até o final da tarde de hoje, permanecia o impasse do Paço do Frevo, uma dos equipamentos culturais mais bem sucedidos do Recife Antigo, e que chega a receber mais de 330 mil visitantes por ano. É que todos os 56 servidores encontram-se de aviso prévio, porque vence esse mês o contrato com o Instituto de Desenvolvimento e Gestão. O IDG é uma organização social, com sede no Rio de Janeiro, e que ganhou a concorrência para gerir a Casa. Pelo contrato, o prazo da prestação de serviço pode ser prorrogado por mais dois anos. O problema é que embora o IDG tenha interesse em continuar à frente do Paço, a permanência está ficando inviabilizada por conta dos atrasos no repasse, por parte da Prefeitura do Recife.O Prefeito Geraldo Júlio (PSB) garante que tudo vai ser resolver. Disse inclusive que já marcou reunião com o IDG para tratar da questão. Mas o Diretor Presidente do IDG, Ricardo Piquet, não havia sido procurado até o final da tarde de hoje para tratar do assunto. "O convênio para gerir o Paço do Frevo vai até o próximo dia 30. O IDG tem todo interesse em permanece cuidando do Paço, e a execução do projeto tem sido um sucesso. Tudo que a gente combinou foi trabalhar em pró da Casa, e gostaríamos de continuar", afirmou Piquet hoje ao JC nas Ruas. Ele espera que negociações terminem em solução para o impasse.O IDG era responsável, também, pela gestão dos parques da Macaxeira e Santana, ambos no Recife, mas acordo expirou em novembro. E tem contrato até o final desse mês, para gerir o Museu Cais do Sertão, que é mantido pelo governo de Pernambuco. O contrato não poderá ser prorrogado, e vence de fato e de direito no final desse ano. O Governo do Estado terá que publicar um edital, convocando as organizações sociais para gestão de um biênio. No caso do Cais, o IDG poderá se candidatar de novo. Piquet não comentou atraso de repasse do governo estadual, mas servidores da limpeza e da vigilância disseram que salários não estão sendo pagos em dia no Museu Cais do Sertão.No caso do Paço, tanto os da vigilância quanto os da limpeza estão atrasados.  O contrato da Prefeitura com o IDG foi de  R$ 4,5 milhões anuais, mas por conta das dificuldades orçamentárias, esse valor foi reduzido a R$ 4 milhões para o exercício de 2015. Como os problemas permaneceram, a previsão foi revista. "Fizemos um replanejamento para R$ 3,4 milhões", contou Piquet, que  está computando um deficit de R$ 425 mil nas contabilidade da Casa.  O rombo, no entanto, poderá se agravar se não for efetuado o repasse do semestre até o final desse mês. Aí, o buraco vai para R$ 2, 125 milhões. Com a crise, o IDG terminou sem condições de captar recursos junto à iniciativa privada, por conta da "insegurança". E o prédio não sediará, em 2015, a bela Cantata de Natal que fez a festa de turistas no Natal passado.Leia mais:Paço do Frevo enfrenta crise e pode fechar: funcionários estão de aviso prévio.Museu do Cais do Sertão reduz horários de visitaParques da Jaqueira e Macaxeira têm novo gestor e custo aumenta

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