COLUNA GRANDE RECIFE

O que podemos fazer até o coronavírus passar

Não tem jeito: é obedecermos às orientações e segurarmos firme. Veja como.

Felipe Vieira
Felipe Vieira
Publicado em 16/03/2020 às 11:44
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Pandemia do Novo Coronavírus em Recife.COVID-19 . Movimentação nas ruas do Recife com pouca circulação de pessoas para uma segunda- feira. Praça da Idependência conhecida como praça do Diario. - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Por Felipe Vieira, da coluna Grande Recife

Antes de começar a ler, lave as mãos. Longe da pia? Pega o álcool em gel, resolve.

Lavou? Então vamos. A orientação é não sair de casa.

Eu sei, é difícil. Nem tudo se pede pelo iFood. Isso para quem é assalariado, claro. Há um exército de brasileiros que são trabalhadores informais e que não podem fazer home office já que o único "office" é a rua de onde tiram o sustento. E uma pandemia que esvazia os centros urbanos pode representar falta de comida na mesa dessas pessoas.

É triste, é injusto, mas está acontecendo. Épreciso entender a gravidade do momento.

Pausa para lavar as mãos. Ou colocar álcool em gel.

É preciso entender que não é "uma gripe". Só no domingo (15), 368 pessoas morreram na Itália. Já são 1.800 ao todo no país da Bota. "Uma gripe" não mata gente a rodo assim em um único dia.

Hora também de repensar, ao menos momentaneamente, o conceito de carinho físico. Latinos que somos, temos no código genético a propensão a pegar, abraçar, beijar nossas pessoas queridas. É preciso, pois, desafiar a genética. Nada de aperto de mão, beijinhos, agarrado. Não se preocupe, ninguém vai achar que você está de mal. Também sempre se pode compensar quando esse pandemônio passar. Abraçar, agarrar e beijar como se não houvesse amanhã.

Hora de lavar as...bom, se não tiver água, álcool em gel resolve, você sabe.

E temos que proteger nossos idosos, a população mais vulnerável. Aqueles que tanto fizeram por si, pelos parentes e amigos e que não merecem ter o quadrante final da vida abreviado por um mísero vírus. Muito cuidado com eles.

Lave as mãos. Sempre.

E tem outra. Os tempos atuais, a despeito de uma tão propalada "diversidade", vêm nos afastando cada vez mais uns dos outros. Somos confinados em bolhas que não se comunicam e que, via de regra, se agridem.Talvez o isolamento forçado pela pandemia nos ajude a ver o "outro" como um igual, passando pelo mesmo perrengue.

É isso. Não se contamine pelos maus exemplos nem ache que é "fantasia". Lave as mãos, evite aglomerações, proteja os idosos. A gente fica junto e o corona passa.

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