fora da curva

Transportadoras não vão participar de paralisação de caminhoneiros sugerida por cantor sertanejo Sergio Reis

No vídeo, o sertanejo diz que "a cobra vai fumar" e "ai do caminhoneiro que furar" o bloqueio. Depois, recuou e disse estar depressivo

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 16/08/2021 às 16:37
Deputado Sérgio Reis. Foto: PRB/Divulgação
Deputado Sérgio Reis. Foto: PRB/Divulgação
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Depois de uma reunião com ruralistas, semana passada em São Paulo, o cantor sertanejo Sérgio Reis divulgou vídeo nas redes sociais em defesa do governo Jair Bolsonaro e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O artista disse que haverá uma greve de caminhoneiros nos dias que antecedem o Sete de Setembro e depois um acampamento em Brasília. No vídeo, o sertanejo diz que “a cobra vai fumar” e “ai do caminhoneiro que furar” o bloqueio.

Pois bem.

As empresas de transporte não vão parar suas atividades às vésperas do feriado de Sete de Setembro, como deseja um movimento lançado pelo cantor sertanejo Sérgio Reis em defesa do presidente Jair Bolsonaro.

É o que afirma o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Setcesp), Tayguara Helou.

“As empresas não vão parar. Isso eu garanto”, disse o empresário em entrevista à Revista Carga Pesada.

Ele acredita que os autônomos também não vão parar e lamenta ver “outsiders” (pessoas de fora) tentando fazer tumulto utilizando-se do transporte rodoviário de carga.

“Não é esse o caminho para construir pontes. A gente tem que construir pontes e não muros. Fiquei triste de ver vídeos de pessoas renomadas que não são transportadores, mas que são queridas do setor, incentivando a paralisação e ameaçando quem não parar”, declarou.

Helou afirma que acredita nas instituições, na Justiça e na democracia brasileiras. Nos próximos dias, a Revista Carga Pesada promete publicar a entrevista do empresário analisando a proposta de privatização dos Correios e seus efeitos no setor de transporte.


Em entrevistas concedidas à imprensa no final de semana, várias lideranças de caminhoneiros negaram que vão participar do movimento.

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