PF NAS RUAS

Polícia Federal faz buscas e apreensões em endereços do cantor Sérgio Reis e de deputado bolsonarista

Ação ocorre na manhã desta sexta-feira.

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 20/08/2021 às 7:30
Deputado Sérgio Reis. Foto: PRB/Divulgação
Deputado Sérgio Reis. Foto: PRB/Divulgação
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A Polícia Federal realiza, nesta manhã de sexta-feira (20), o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o cantor Sérgio Reis e o deputado bolsonarista Otoni de Paula (PSC-RJ).

Os mandados foram determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Segundo a PF, o objetivo das medidas é apurar o “eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes”.

Ao todo, são 29 mandados de busca e apreensão. Ao menos quatro endereços ligados a Sérgio Reis são alvos, no Rio de Janeiro e em Brasília. Já Otoni é alvo das buscas na sua casa, no Rio de Janeiro, e no seu gabinete na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Além dos dois alvos, a PF faz buscas em endereços em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará e Paraná. Os alvos deverão ser ouvidos pela PF nos estados à tarde.

Sérgio Reis e Otoni são alvos de investigação pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por manifestações dos dois contra instituições e o Estado Democrático de Direito.


Sérgio Reis

Os mandados de buscas contra Sérgio Reis ocorrem menos de uma semana depois de repercutir um áudio do cantor em que ele afirma que estaria sendo bancado por "grandes nomes" para pressionar o Senado a aprovar o pleito pelo voto impresso e o pedido de impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Caso os pleitos não fossem atendidos, caminhoneiros e produtores de soja brasileiros paralisariam o país em setembro.

VÍDEO: Líderes caminhoneiros negam manifestação: 'Sérgio Reis não nos representa'

"Nada vai ser igual, nunca foi igual ao que vai acontecer. E se eles não obedecerem nosso pedido, vão ver a cobra fumar. Não tem conversa. E 'ai' do caminhoneiro que furar esse bloqueio", afirmou o cantor.

Sérgio Reis também convocou uma paralisação de caminhoneiros para o dia 8 de setembro até que o Senado afastasse os ministros do Supremo Tribunal Federal dos cargos. As falas foram repudiadas por políticos de diferentes orientações ideológicas e os líderes dos caminhoneiros disseram que o cantor não os representa.

No áudio, uma conversa com um amigo que veio a público no fim de semana, Reis disse que “se em 30 dias não tirarem os caras nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra. Pronto. É assim que vai ser. E a coisa tá séria”.

Reis também falou de uma reunião que teve com o próprio presidente Jair Bolsonaro e com militares “do Exército, da Marinha e da Aeronáutica”, em que informou o que faria.

"Se em 30 dias não tirarem os caras nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra. Pronto. É assim que vai ser. E a coisa tá séria", afirmou o cantor.

Fiel apoiador de Bolsonaro, Sérgio Reis já ocupou o cargo de deputado federal entre 2015 e 2019. Ele foi eleito pelo Republicanos, o PRB na época.

Na segunda-feira (16), segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a mulher de Sérgio Reis contou que ele ficou deprimido com a má repercussão do áudio. "Ele está muito triste e depressivo porque foi mal interpretado. Ele quer apenas ajudar a população. Está magoado demais", disse a mulher de Reis, Angela Bavini.

Polícia Civil abriu investigação sobre Reis

A Polícia Civil do Distrito Federal abriu, na segunda-feira (16), um inquérito para apurar as ameaças feitas pelo cantor Sérgio Reis sobre um áudio que circulou pelas redes sociais no último fim de semana.

A investigação acontecerá por meio do Departamento de Combate à Corrupção.

De acordo com o que o delegado Leonardo de Castro, da delegacia de Combate à Corrupção (Decor), informou, na segunda, o cantor sertanejo será investigado pela prática de, pelo menos, três crimes.

"O objetivo é investigar suposta associação criminosa voltada para a prática de alguns crimes, da qual ele seria integrante", afirmou o delegado. "Ele será investigado pelos crimes de ameaça (art. 147 do CP), dano (art. 163 do CP) e atentado contra a segurança de meio de transporte (art. 262 do CP)."

A previsão, segundo a Polícia Civil, era de que Sergio Reis fosse intimado a depor nos próximos dias, ainda em agosto, mas não foi informada data para a convocação.

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