PERNAMBUCO

Com família Tércio, Bolsonaro critica decreto de Paulo Câmara sobre vacinação nas igrejas

Presidente vive impasse entre evangélicos e o Centrão

Augusto Tenório
Augusto Tenório
Publicado em 14/10/2021 às 10:25
ISAC NÓBREGA/PR
Presidente da República, Jair Bolsonaro - FOTO: ISAC NÓBREGA/PR
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Jair Bolsonaro (sem partido), que vive um impasse entre o Centrão e os evangélicos, fez um aceno ao grupo religioso nesta quinta (14).

O presidente conversou com a deputada estadual Clarissa Tércio (PSC-PE) e o vereador Júnior Tércio (PSC-PE) na rádio Novas de Paz, junto com o pastor Francisco Tércio.

Francisco começou o programa afirmando ser importante um presidente da república governar de acordo com os "preceitos da bíblia". Bolsonaro seria "temente a deus não apenas por demonstrar religiosidade, mas pelas atitudes, com a defesa dos valores morais e éticos, contra o que vai de encontro a Deus", como disse o pastor.

O programa, porém, começou com problemas técnicos e a voz de Bolsonaro não foi escutada por alguns minutos.

À rádio dos evangélicos, o presidente dedicou mais de uma hora do seu dia. Durante a entrevista, tossiu bastante e disse que considera estar numa missão divina na presidência. 

As falas vão de encontro ao princípio de laicidade, que preza pela separação da religião e seus valores sobre os atos governamentais.

Mesmo assim, a Constituição foi citada pela pastora Clarissa Tércio ao defender, junto ao presidente, a liberdade de culto.

Ela criticou decreto que obriga a apresentação do comprovante de vacinação na entrada de templos religiosos.

"Essas medidas são repugnantes. (...) Eu tenho poderes pra via decreto fazer com que o passaporte vacinal seja imposto em todo o Brasil, assim como o lockdown, mas jamais eu farei isso. Eu estou no momento na cadeira presidencial, se tivesse aquele cara que ficou em segundo lugar, pode ter certeza que ele teria assinado decreto nesse sentido", declarou Jair Bolsonaro na entrevista desta manhã.

Bolsonaro ainda completou.

"Não fechei uma só casa de comercio, muitos governadores e prefeitos fizeram barbaridades, como esse decreto no momento".

No programa, o presidente ainda defendeu medicamentos ineficazes contra a Covid-19, atacou a CPI da Covid, também criticou a efetividade das vacinas e colocou a culpa da crise nos governadores e prefeitos.

Com a expectativa de espaço restrito em Pernambuco, em função da baixa popularidade nas pesquisas, a expectativa é que o presidente Bolsonaro use o palanque do PSC para fazer campanha no estado em 2022.

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