ELEIÇÕES 2022

Datena diz que não desistiu de concorrer à presidência, mas assume: "está mais difícil"

Apresentador comentou cenários para sua candidatura

Augusto Tenório
Augusto Tenório
Publicado em 15/10/2021 às 8:49
José Luiz Datena (Imagem: Reprodução)
José Luiz Datena (Imagem: Reprodução)
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Em entrevista concedida ao UOL, José Luiz Datena (PSL-SP) afirmou não ter desistido de concorrer à presidência da República em 2022. Apesar disso, com a fusão de seu partido com o DEM e a disputa dividida entre Lula e Bolsonaro, o apresentador televisivo assumiu que a situação está mais complicada. Recentemente, ele assumiu que vai deixar a Band para lançar sua candidatura.

"Ficou um pouco mais complicado. A diferença é que eu já havia sido lançado como candidato à Presidência pelo PSL e agora, após a fusão com o DEM, eu vou ter que participar de prévias. Se eu me meter em prévia para a Presidência, o Pacheco e o Mandetta me jantam. Pra disputar uma vaga dentro do partido, você precisa ter habilidade política e fazer coisa que eu não sei fazer", comentou Datena ao portal.

O apresentador cita Rodrigo Pacheco (DEM), presidente do Senado, e Henrique Mandetta (DEM), ex-ministro da Saúde. Ambos são colocados como pré-candidatos e, com a criação do União Brasil, seriam colegas de partido do apresentador televisivo.

Com o cenário incerto, ele considera as chances de concorrer ao Governo de São Paulo. No caso, pode ter que disputar a vaga de candidato com Geraldo Alckmin. Dessa forma, tem em mente que, na pior ocasião, deve sair candidato ao Senado.

"Tenho convite do Patriotas para a Presidência. Mas não dá para enfrentar uma campanha grande dessas sem ter uma estrutura e uma coligação razoável", completa.

E o PDT, Datena?

Outra oportunidade para o apresentador seria concorrer à vice-presidência na chapa com Ciro Gomes (PDT). Datena conversou com o pré-candidato e Carlos Lupi, presidente do PDT, no dia 2 de outubro. Pelo partido, o comunicador também poderia concorrer ao Governo ou ao Senado.

"Não quero que pensem que eu sou o fodão, mas eu tenho muito mais chance de ganhar do Alckmin e do [Fernando] Haddad para o governo de São Paulo porque os dois estão desgastados. (...) O [Guilherme] Boulos é o adversário a ser batido. Talvez seja o cara mais preparado entre esses todos", comentou o político ao UOL. 

Ele, porém, garantiu que ainda não desistiu da presidência.

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