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Em livro, Moro critica liberação da maconha e defende combate ao tráfico

Livro será lançado no Recife, no domingo 5 de dezembro, em evento no Rio Mar

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 30/11/2021 às 0:34
EVARISTO SA / AFP
TERCEIRA VIA No Nordeste, Moro tenta se vender como alternativa à polarização entre Jair Bolsonaro e Lula - FOTO: EVARISTO SA / AFP
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Ao falar de combate à violência no Brasil, no livro Contra o sistema da corrupção, o ex-ministro Sérgio Moro (Podemos) faz a mea culpa de que deveria ter ajudado mais no Rio de Janeiro, quando era ministro da Justiça de Bolsonaro. Ele explica que o combate ao tráfico reduz a violência urbana e também falou sobre João Doria, nome do qual se aproximou recentemente.

Na publicação, que será lançada no Recife no domingo 5 de dezembro, o ex-ministro gasta um capitulo inteiro ao explicar o golpe no Primeiro Comando da Capital (PCC), em 2019, com a transferência de chefões dos criminosos de São Paulo para prisões de segurança máxima federais.

Neste momento, ele elogia o governador João Doria, pela parceria na empreitada, enquanto sugere ter havido leniência nas gestões passadas do PSDB em relação ao tema. Com o receio de que a população sofresse com rebeliões ou retaliações do crime organizado.

GOVESP / Luis Blanco
O governador do Estado de São Paulo, João Doria, e ex-Ministro Sergio Moro - GOVESP / Luis Blanco

No livro, Moro diz também ser contra a descriminalização das drogas e cita a polêmica que envolve a maconha, mesmo nos EUA, que liberou o uso recreativo.

"Sou absolutamente contra o uso de drogas. Não vejo nada de positivo no vício. Sou também cético em relação à descriminalização do tráfico de drogas como estratégia eficaz para privar o crime organizado de uma fonte de renda... A descriminalização pode ser benéfica apenas para as classes mais privilegiadas", sustenta, citando os EUA. "cabe reconhecer que alguns países, como os Estados Unidos, têm descriminalizado o tráfico de maconha sem que isso tenha gerado grande consequências, embora não aparente ter também afetado significativamente o crime organizado"

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