Transferência

Caso Beatriz: Governo transfere suspeito para Cotel sem avisar juiz e magistrado cobra explicações

Fontes do MP explicaram antes que pessoas acusadas de crimes sexuais correm risco de 'justiçamento' nas prisões

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 14/01/2022 às 9:52
REPRODUÇÃO
Beatriz foi morta aos 7 anos - FOTO: REPRODUÇÃO
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O juiz Cícero Everaldo Ferreira Silva, o magistrado de Petrolina que autorizou a transferência do presidiário, indiciado pela morte da menina Beatriz, da prisão de Salgueiro para uma célula individual na penitenciária de Petrolina, por medida de segurança, a pedido do MPPE, cobrou explicações ao Governo do Estado para o fato do criminoso ter ido parar no Cotel,  um espaço reservado a presos provisórios.

A decisão inicial da Justiça era para o suspeito ficar preso em Petrolina, mesma cidade em que residem os pais de Beatriz. A movimentação foi registrada em primeira mão pelo blog, na quarta-feira.

"Existe uma norma entre os presos: um sujeito desse, envolvido com estupro e homicídio de criança tem que ser “justiçado”. Inclusive quando foi pego em Trindade levou uma baita de uma surra das pessoas. Com a repercussão do caso, pode morrer pelas mãos dos outros detentos. É comum isso acontecer. Cabe ao Estado evitar, por isso a transferência para cela isolada", explica uma fonte do blog, naquele dia.

De acordo com informações extra-oficiais, depois do Cotel o preso já foi transferido de novo para o presídio de Igarassu.

Veja abaixo o ofício do magistrado sobre a transferência.

 

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