Investigação da investigação

Líder do governo Paulo Câmara pede a aliados que não assinem CPI para investigar caso Beatriz

Mãe de Beatriz pediu que deputados assinem CPI. "Vamos colocar à prova quem é a favor da vida, da justiça e da verdade"

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 20/01/2022 às 20:00 | Atualizado em 21/01/2022 às 17:02
Facebook/Somos Todos Beatriz
A mãe da menina chegou a fazer greve de fome pelo cumprimento de um mandado no endereço onde estaria o suspeito de apagar imagens do dia do crime - FOTO: Facebook/Somos Todos Beatriz
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O deputado estadual Isaltino Nascimento, do PSB, líder do governo Paulo Câmara na Alepe, fez nesta quinta um apelo e uma orientação à bancada de situação na casa para que não assinasse o pedido de CPI para investigar o caso Beatriz.

"O governo já fez o que era para ser feito, a pessoa responsável já foi presa, e a Justiça vai acompanhar. A sugestão então é não assinar e pode alegar que só assina se o líder do governo assinar", afirmou, na argumentação aos colegas deputados.

O documento pode ser protocolado em fevereiro, quando a casa retoma as atividades. Os organizadores informam que tem a assinatura de 12 parlamentares. Além de Romero Albuquerque e outros dois deputados governistas, quase toda a oposição aderiu à iniciativa.

Junto com os deputados Clarissa Tércio e Joel da Harpa, Albuquerque anunciou, na última terça-feira, a intenção de discutir o Caso Beatriz na Comissão Parlamentar de Inquérito. Até um site foi criado para incentivar a população a cobrar a participação dos parlamentares.

ALCIDES NUNES / TV JORNAL
Caso Beatriz – Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais de Beatriz. - ALCIDES NUNES / TV JORNAL

Pedido da mãe

Através de áudios enviados ao deputado Romero Albuquerque (PP), Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz, manifestou apoio à criação da CPI que investigará o assassinato de sua filha.

"A CPI pode esclarecer as nossas dúvidas. A gente sabe que Marcelo é o assassino de Beatriz, mas quem estava escondendo ele esses anos todos? Ele estava no banco de DNA desde 2018 ou 2019, então eles precisam responder. Quem tolera a impunidade, é cúmplice da criminalidade", diz Lucinha em trechos dos áudios.

Em um apelo direto aos parlamentares, Lucinha afirma categoricamente que "os que não assinarem estão sendo cúmplices de uma impunidade, ou seja, são autores também da impunidade. Vamos colocar à prova quem é a favor da vida, da justiça e da verdade", afirmou.

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