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'Moro comeu grana da Odebrecht, da OAS e de outras condenadas da Lava Jato', ataca Ciro Gomes

Candidato do Podemos apanha de adversários que também disputam a terceira via

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 24/01/2022 às 7:23 | Atualizado em 24/01/2022 às 8:03
MARCOS CORRÊA/PR
FALTA FORMULAR Equipe de Moro ainda não definiu propostas - FOTO: MARCOS CORRÊA/PR
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"É mais fácil desfritar um ovo do que Moro conseguir provar que não comeu grana da Odebrecht, da OAS e de outras condenadas da Lava Jato. A revelação de que elas são responsáveis por 77,6% do faturamento da empresa de que ele era sócio é apenas o começo", criticou o presidenciável do PDT, Ciro Gomes.

O jornal Estadão perguntou a Sergio Moro por que ele não revela o salário que recebeu na Alvarez & Marsal.

Ele respondeu: “Seria uma forma de eu ceder a esses reclamos equivocados do TCU. No setor privado meu trabalho não era defender empresa, era dar consultoria para empresas adotarem políticas antissuborno, compliance, due diligence, investigação corporativa interna. Jamais prestei qualquer serviço a Odebrecht ou qualquer empresa relacionada à Lava Jato. Essa hipótese do TCU além de fantasiosa é absurda”.

Não é só. O ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP-PI), teria aprovado a ideia do PT de articular a criação de uma CPI para investigar a consultoria prestada pelo ex-juiz suspeito Sergio Moro à empresa Alvarez & Marsal, que lucrou com pagamentos de empresas quebradas pela Lava Jato.

Segundo o site Antagonista, sempre apontado como linha auxiliar da Lava Jato, o ministro postou a notícia em um grupo de WhatsApp, seguida de um gif de aplausos. O site apurou ainda que Arthur Lira (PP), presidente da Câmara dos Deputados, já teria garantido a instalação da comissão, cujas assinaturas serão recolhidas pelo deputado petista Paulo Teixeira.

"O líder do PT na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (MG), solicitou formalmente que o TCU compartilhe o processo que investiga Moro", diz.

A ideia da CPI surgiu depois que o TCU não conseguiu acesso ao salário pago pela Alvarez & Marsal a Sergio Moro durante os 10 meses de consultoria. O tribunal deve pedir ao Coaf que revele os ganhos.

 

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