CARREIRA

Antes de ser ideólogo da direita, Olavo de Carvalho foi astrólogo

Ex-guru do bolsonarismo e ideólogo da extrema direita contemporânea, Olavo de Carvalho já trabalhou com astrologia e se envolveu com esoterismo

Augusto Tenório
Augusto Tenório
Publicado em 25/01/2022 às 13:31
REPRODUÇÃO DE VÍDEO/OLAVO DE CARVALHO VIA YOUTUBE
Olavo de Carvalho é considerado o 'guru' de Bolsonaro - FOTO: REPRODUÇÃO DE VÍDEO/OLAVO DE CARVALHO VIA YOUTUBE
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Bem antes de tornar-se ideólogo da nova extrema direita brasileira, Olavo de Carvalho atuou como astrólogo no final da década de 1970. Antes de aventurar-se pelos astros, o conservador entrou em contato com a Escola Tradicionalista e adentrou no esoterismo. Ele faleceu nessa segunda-feira (24), vítima da covid-19.

O contato de Olavo de Carvalho com a Escola Tradicionalista começou na década de 1980. Trata-se de uma corrente de pensadores e estudiosos da religião, cujo objeto de estudo e debate seria o chamado "declínio" das formas de conhecimento do ocidente.

As ideias do autoproclamado filósofo sobre o ocidente podem ser encontradas num livro chamado O jardim das aflições (Vide Editorial, 1995). Foi depois deste momento que Olavo de Carvalho entrou na tariqa. Trata-se de uma ordem de corrente contemplativa e mística do Islã, então comandada por Frithjof Schuon (1907-1998).

Ele deixou a tariqa pouco depois, passando a lamentar e criticar a expansão islâmica no ocidente. Antes das aventuras esotéricas, ele trabalhou como astrólogo em São Paulo, na década de 70. Recentemente, inclusive, recuperou-se um anúncio publicado pelo ideólogo no jornal Estado de São Paulo.

Reprodução/Catraca Livre
Curso de astrologia anunciado por Olavo de Carvalho no jornal Estado de São Paulo - Reprodução/Catraca Livre

Em entrevista concedida à BBC Brasil, em 2016, ele considerou a astrologia como "um tremendo problema científico que nunca foi tratado seriamente". O escritor ainda completou: "algo na astrologia tem algum fundamento - algo, não sei exatamente o quê". O filósofo interrompeu a carreira porque o "problema era grande demais" para ele.

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