ELEIÇÕES 2022

Sem Senado, PDT ameaça deixar Frente Popular e pode se aliar a Miguel Coelho

Caso não consiga vaga ao Senado, PDT pode deixar aliança em Pernambuco. Wolney Queiroz destaca boa relação com Miguel Coelho

Augusto Tenório
Cadastrado por
Augusto Tenório
Publicado em 23/02/2022 às 11:14
DANILO BORGES/AGÊNCIA CÂMARA
Wolney Queiroz pode ser vice - FOTO: DANILO BORGES/AGÊNCIA CÂMARA
Leitura:

Em entrevista concedida ao programa Além da notícia de Berg Santos (Rádio Jornal), Wolney Queiroz, presidente do PDT em Pernambuco, ameaçou deixar Frente Popular caso suas demandas não sejam atendidas pelo PSB. O deputado federal foi eleito, recentemente, líder da oposição na Câmara dos Deputados e elencou os desafios do cargo.

O PDT integra a Frente Popular e fez parte da campanha de João Campos (PSB), emplacando a vice do socialista, Isabella de Roldão. Wolney, presidente do partido em Pernambuco, cita que diversos atores da aliança não apoiam Lula, pelo menos no primeiro turno, e já possuam seus pré-candidatos.

O pedetista diz lutar para ter espaço, dentro da chapa majoritária, o nome de Ciro Gomes. "Ele teve 670 mil votos em Pernambuco em 2018, não é um número desprezível, e trazer esse bloco de eleitores para a Frente Popular. A gente quer, com isso, o espaço na vaga de Senador", crava.

O deputado avalia como legítima a movimentação do PT, PSD e demais partidos pela vaga ao Senado, mas ameaça: "Se não pudemos participar do palanque como candidato ao Senado, vamos reabrir a discussão no partido para ver os passos. Temos conversado com outras forças mais ao centro, o que não é nosso caminho natural (...). Então vou fazer tudo que puder para estar marchando junto com Danilo Cabral".

O parlamentar disse já ter levado sua demanda ao governador Paulo Câmara (PSB), o pré-candidato Danilo Cabral (PSB) e o prefeito do Recife João Campos (PSB). Wolney, porém, destaca sua boa relação com Miguel Coelho (UB), pré-candidato da oposição ao Governo de Pernambuco.

Wolney Queiroz fala sobre desafios de ser líder da oposição

"É um trabalho que exige muita dedicação, você tem que ficar de segunda à sexta em Brasília. Por isso, às vezes o líder se distancia das suas cidades e das bases por causa do foco e das demandas", disse Wolney Queiroz.

A oposição é composta por seis partidos e 135 deputados. "Estou vivendo o melhor momento da minha carreira política", avaliou o deputado federal. O parlamentar também citou ter bom relacionamento com Arthur Lira (PP-AL).

Wolney Queiroz também defendeu o nome de Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência da República. Para o deputado, o ex-governador do Ceará é o candidato mais preparado e defendeu sua postura combativa aos adversários.

Comentários

Últimas notícias