Preços comportados

Pernambuco usa Copergás para se contrapor a aumentos de combustível da Petrobras

Aumento de combustíveis da Petrobras torna o Gas natural Veicular ainda mais vantajoso em Pernambuco. Produto distribuído pela Copergás tem mesmo preço desde novembro de 2021

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 15/03/2022 às 15:40
Marlon Diego/Copergás/Divulgação
Frota total de carros com GNV em Pernambuco já é de 77.151 veículos - FOTO: Marlon Diego/Copergás/Divulgação
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De forma marota, um informe da estatal pernambucana Copergás compara os recentes aumentos nos preços dos combustíveis da Petrobras com o gás natural veicular (GNV) e ressalta que ficou ainda mais vantajoso para os consumidores pernambucanos usar a opção local.

Isto porque, distribuído no Estado pela Companhia Pernambucana de Gás – Copergás, o combustível teve seu preço mantido no último mês de fevereiro e o atual valor permanecerá o mesmo até início de maio.

"Diferentemente dos demais produtos, que têm seus preços reajustados livremente, o GNV tem datas fixas para rever sua tarifa: fevereiro, maio, agosto e novembro", afirma a estatal.

Hoje, o GNV tem preço médio de R$ 3,96, ante R$ 6,96 da gasolina e R$ 5,14 do etanol.

A diferença é maior ainda em Petrolina, onde a Copergás atua com um projeto de Rede Local. Lá, o litro da gasolina custa R$ 8,15, e o etanol, R$ 6,20.

"Tomando os valores do Recife como base, com um abastecimento de R$ 100 o veículo rodará 303,03 km com GNV; 143,68 km com gasolina e 136,19 km com etanol. Com os preços cobrados em Petrolina, a vantagem é ainda maior: com os mesmos R$ 100, o veículo rodará 303,03 km com GNV, contra 122,7 km com gasolina e 112,9 km com etanol", compara a estatal, em informe ao blog.

O presidente da Copergás, André Campos, afirma que isso só foi possível porque a companhia fechou contrato com novos fornecedores de gás natural em vez de depender apenas da Petrobrás.

Atualmente, a Copergás recebe o combustível também da Shell e da New Fortress (esta atende exclusivamente as redes locais de Petrolina e de Garanhuns).

“Dessa forma, pudemos impedir o reajuste de 15,9% anunciado pela Petrobrás no final de janeiro, para o trimestre compreendido entre fevereiro e abril, mantendo o mesmo valor do trimestre anterior. Isso significa que, durante seis meses consecutivos, mantivemos o mesmo valor do gás natural e do GNV distribuído no nosso Estado”, defendeu André.

“Com isso, toda a cadeia econômica abastecida pela Copergás – das indústrias aos consumidores residenciais, do comércio aos motoristas – dispõe de uma estabilidade maior, de um reforço na competitividade”, afirma.

Atualmente, a Copergás distribui o gás natural para mais de 62 mil clientes em Pernambuco, nos segmentos industrial, residencial, comercial e veicular.

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