Fechando janelas

Paulo Câmara chama PT para conversar sobre chapa. Espaço na vice pode abrir espaço para André de Paula no Senado

Solução para o Senado não se define e PSB analisa com PT troca pela vice, de modo a manter PSD na aliança. Jogo nacional também explica articulação

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 23/03/2022 às 21:05 | Atualizado em 23/03/2022 às 22:09
CLEBER BONATTI / PSB NACIONAL
AJUSTES Governador nomeou ontem dois novos secretários estaduais - FOTO: CLEBER BONATTI / PSB NACIONAL
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Depois de um longo telefonema com o ex-presidente Lula, nesta quarta-feira, de Brasília, onde foi prestigiar a posse do novo socialista Geraldo Alckmin, cotado para ser vice do ex-presidente, o governador Paulo Câmara terá um encontro com o presidente do PT em Pernambuco, Doriel Barros, para discutir a formação da chapa da Frente popular. Mais especificamente os rumos do PT na chapa, depois da demora na indicação do nome ao Senado e depois a polêmica saída de Marília Arraes do PT.

"A avaliação é que o PSB, ao indicar o vice de Lula, ganhou muito peso na correlação de forças com o PT. Não dá para tratar de forma diferente o PSB", explica um aliado da aliança.

Pelo PT, os representantes são Teresa Leitão, Oscar Barreto e Doriel Barros. "Não está em discussão isso hoje no PT", afirma o presidente do PT.

O PT pode não abrir mão do Senado, mas o blog de Jamildo apurou que uma das hipóteses sobre a mesa será bater o martelo do PT com a vice, de modo que o Senado possa voltar a ser oferecido ao PSD, de Gilberto Kassab e o deputado federal André de Paula.

Conforme o blog revelou, a vaga havia sido acordada com André de Paula ainda na eleição de João Campos, mas esteve ameaçada com a postulação do PT. Como resultou em um desastre e a saída de Marília para a oposição, PT e PSB podem entrar em entendimento para que Lula e os socialistas usem o espaço para acomodar o partido de centro. A negociação interessa a Lula porque ajuda a atrair o PSD de Gilberto Kassab para o palanque lulista.

Caso se confirme, a manobra também afastaria André de Paula dos braços de Marília Arraes. A deputada federal, que deve entrar no Solidariedade, estava em negociações com André de Paula, depois que a porta no Senado esteve em suspenso na Frente Popular, para atender o pedido do PT. "A ideia é tentar puxar votos que estejam entre Lula e Bolsonaro (ao centro)", diz uma fonte do blog. Embora conservador, André de Paula não seria problema para Lula no Senado.

Operação Segura Raul Henry

O outro movimento que o PSB está articulando é a eleição do deputado federal Raul Henry, do MDB. O partido estava ou ainda está sendo cortejado pela pré-campanha de Marília Arraes, em busca de nvos aliados e tempo de TV. A ideia era implodir a Frente Popular tomando os dois partidos, com a ajuda de atores nacionais, como o senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas. "Está resolvido, não vão tomar" Como já foi vice de Paulo Câmara, no primeiro mandato, Raul Henry é amigo pessoal do governador.

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