Ladeira acima?

Bolsonaro pulou para 30% das intenções de voto, após saída de Moro

Números da mais pesquisa para presidente 2022 foram divulgados nesta quarta

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 06/04/2022 às 11:37
CAROLINA ANTUNES/PR
BASE Presidente já definiu a eleição como uma batalha entre o bem e o mal e disse viver "batalha espiritual" - FOTO: CAROLINA ANTUNES/PR
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Na mais recente pesquisa para presidente 2022, Bolsonaro deu um pulo para 30% das intenções de voto, acima da margem de erro da pesquisa Ipespe. Em informe ao blog, comentando a pesquisa, nesta quarta, o sociólogo Antônio Lavareda, do Ipespe, disse que a saída de Moro vai beneficiar Bolsonaro nas pesquisas.

"A saída de Moro foi o maior presente, até o momento, para a pré-campanha de Bolsonaro", afirmou Antônio Lavareda ao blog de Jamildo, comentando pesquisa para presidente 2022.

De acordo com o levantamento, Lula teria 44% dos votos, na estimulada. Já Bolsonaro teria 30% dos votos, mantendo o cenário de polarização do pleito.

No caso, Bolsonaro cresceu fora da margem de erro porque estava com 26% na pesquisa anterior e agora tem 30%. Para os produtores da pesquisa o movimento pode ser associado à saída de Moro. Lula se manteve nos mesmos 44%.

No cenário sem Moro, Ciro pouco sobe e teria 9%. Doria aparece com 3%, Tebet 2% e Janones 1%. Em um cenário de segundo turno, segunda a pesquisa, Lula teria 53% e Bolsonaro 33% dos votos.

 

"Há muito não se via nas intenções de voto do primeiro turno um movimento tão vigoroso em intervalo tão curto. O presidente cresceu dois pontos na questão espontânea, chegando a 27%; e nada menos que quatro pontos na estimulada atingindo, pela primeira vez desde 2019, os 30%", disse Lavareda, nesta quarta.

"Quanto aos demais, Lula continua liderando a lista com os mesmos percentuais de 15 dia atrás - 36% de espontânea e 44% na lista . A seguir vem Ciro Gomes, outro beneficiário visível da retirada do ex-juiz: ganha dois pontos e se aproxima dos dois dígitos, com 9%, além de ficar isolado voltando à terceira posição. Doria (3%) e Simone (2%) parecem ter herdado cada qual um ponto de Moro. Janones continuou com 1%. As menções a Felipe D´Ávila, Eymael e Vera não pontuam 1%".


INFLUÊNCIA POSITIVA DO APOIO DE MORO A UM CANDIDATO É DE 15%. A NEGATIVA, DE 27%.

"Em situações assim, os candidatos costumam pesar os efeitos desse apoio e fazer muitas contas antes de buscá-lo. Mas à chamada terceira via de centro-direita, cujos postulantes têm percentuais muito discretos, esses 15% podem se afigurar como a promessa de um caminhão potencial de votos. Na verdade, de pouco valerá a qualquer um deles conseguir o apoio de Moro se não assumir para valer na campanha as bandeiras da Lava Jato simbolizadas por ele", diz o analista.
Veja outras chaves para entendimento da pesquisa

DIMINUI A PERCEPÇÃO DO NOTICIÁRIO NEGATIVO (DE 54% PARA 51%) E AUMENTAM A APROVAÇÃO AO GOVERNO (DE 31% PARA 33%) E SUA AVALIAÇÃO POSITIVA (“O/B” VAI DE 26% PARA 29%). Os que percebem as notícias como “mais favoráveis “ oscilaram positivamente dois pontos e são agora 13%.A desaprovação ao Governo recuou dois pontos, chegando a 63%. Ainda que o “Ruim/Péssimo” (54%) não se tenha mexido, no geral é a melhor avaliação obtida pelo Governo desde o início do ano em sete rodadas da pesquisa.

MELHORA A PERCEPÇÃO DE QUE A ECONOMIA CAMINHA NO “RUMO CERTO” (27% PARA 29%) ENQUANTO OS MESMOS 63% DA RODADA ANTERIOR CONTINUAM APONTANDO QUE VAI NO “RUMO ERRADO”. O noticiário sobre o “vai e vem” dos novos dirigentes da Petrobras não parece ter agravado os já elevados temores da população quanto à condução econômica. E, de outro lado,o anúncio das seguidas quedas do dólar pode estar despertando algum otimismo.

LULA (46%), BOLSONARO (22%) E FERNANDO HENRIQUE (15%) FORAM CONSIDERADOS “O MELHOR PRESIDENTE ATÉ O MOMENTO”.

Vieram depois Itamar Franco (4%), Michel Temer (3%) e José Sarney (2%).No fim da fila, os dois que sofreram impeachment: Dilma Rousseff (1%) e Fernando Collor, com zero. Vários fatores interferem na memória coletiva. E a passagem do tempo é um deles. Como exemplo, o governo Sarney não foi presenciado por quase metade do eleitorado atual. Mas não deixa de ser interessante notar que os ex-presidentes, ligados aos partidos que hoje buscam um candidato viável na autodenominada “terceira via“, reunidos somam muito mais admiração (24%) que a soma das intenções de voto dos respectivos pré-candidatos. No outro lado da moeda, Jair Bolsonaro, com 40%, encabeça o ranking dos que foram classificados como o “Pior Presidente”, seguido por Dilma Rousseff (21%), Lula (14%), Collor (11%), Michel Temer (4%), FHC e Sarney, ambos com 2%, e Itamar Franco, com 1%.

 

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