No pedestal

Retirada do busto de Castelo Branco gera polêmica entre vereadores do Recife

'Não se pode fazer revisionismo histórico à base de requerimento, de decretos discricionários', disse o vereador

JAMILDO MELO
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JAMILDO MELO
Publicado em 19/04/2022 às 15:45 | Atualizado em 19/04/2022 às 15:46
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No Recife, até nome de prédio com nome do general da ditadura gerou polêmica já - FOTO: Internet/o globo
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Durante sessão desta terça-feira na Câmara do Recife, foi rejeitado o requerimento de autoria da vereadora Dani Portela (PSOL), que indicava a retirada do busto do general Castelo Branco, da ponte homônima, localizada no centro da cidade.

O líder da oposição na Casa José Mariano, Renato Antunes (PSC), fez duras críticas ao que chamou de "revisionismo histórico barato".

O vereador defendeu que qualquer retirada de monumento só fosse realizada após apresentação de um projeto de lei.

“Não se pode apagar a história de um país, através de um requerimento. O Marechal Castelo Branco fez a internacionalização da economia, criou o BNH, a Embratur, o Banco Central, o Estatuto da Terra entre outras coisas importantes para o país. Querem a retirada do busto do Marechal, da Ponte que carrega o nome dele, para colocar o busto de quem, de Fidel Castro?", disse Renato.

Renato Antunes recentemente teve aprovado uma lei de sua autoria, que prevê que qualquer remoção de bustos ou monumentos só pode acontecer na cidade do Recife após apresentação de um projeto de lei.

"O desejo da vereadora psolista não representa o pensamento da maioria dos recifenses", afirmou.

"Não se pode fazer revisionismo histórico à base de requerimento, de decretos discricionários , sem participação popular e baseado nos achismos de um grupo político. É preciso fazer política com responsabilidade, e Câmara deu uma resposta ao rejeitar essa iniciativa, que sequer representa o desejo da maioria da população. Quer fazer revisionismo? Apresente uma lei, converse com o povo e não se baseie em seus achismos ideológico", disse Renato Antunes.

 

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