ELEIÇÕES 2022

Em dia decisivo, PT se movimenta para viabilizar candidatura ao Senado

Diante da chance de André de Paula (PSD) ser escolhido como candidato ao Senado da Frente Popular, o PT busca reverter a situação

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 20/04/2022 às 15:39 | Atualizado em 20/04/2022 às 15:51
PABLO VALADARES/AGÊNCIA CÂMARA
MAIS PALATÁVEL Deputado seria um nome mais aceito pelo PSB do que Marília Arraes, que faz oposição à sigla - FOTO: PABLO VALADARES/AGÊNCIA CÂMARA
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Diante da chance de André de Paula (PSD) ser escolhido como candidato ao Senado da Frente Popular, o PT busca reverter a situação. Nesta terça, grupo de trabalho do partido foi convocado para um almoço em Brasília, junto com Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, Gleisi Hoffmann, presidente nacional petista, e Paulo Câmara, governador de Pernambuco pelo grupo socialista.

Sabe-se que o grande articulador da Frente Popular é Paulo Câmara e, como o Blog antecipou com exclusividade, o nome de André de Paula é, neste momento, o mais forte para ficar com a vaga ao Senado.

FOTO: THOMAS RAVELLY
PREFERIDO .PSD de André de Paula tem acordos firmados e ele é preferência ao Senado, mas tudo pode mudar - FOTO: THOMAS RAVELLY

Petistas, porém, se preparam para reverter a situação. O GTE do PT local tem reunião marcada, para o fim da tarde, com a direção do partido. Nos encontros, os membros da legenda em Pernambuco pretendem argumentar que, apesar de o cenário nacional favorecer André de Paula, o panorama local apontaria a candidatura petista como melhor configuração para montar uma chapa competitiva em Pernambuco.

Procurado pela reportagem, Carlos Veras, indicado pelo PT local para disputar o Senado, foi questionado sobre esses panoramas. O deputado federal disse que fará campanha para a Frente Popular independentemente de o partido ser ou não contemplado, mas acredita que a situação fica mais difícil sem um petista concorrendo à Câmara Alta.

A afirmação de que fará campanha independentemente do cenário vai de encontro ao que pensa ala do partido. Como o Blog noticiou, um grupo expressivo afirma nos bastidores que não fará campanha, com militância na rua, para apoiar uma chapa composta por Danilo Cabral com André de Paula.

"Vamos mostrar como seria mais fácil uma campanha com o PT no Senado, no sentido de conquistar a confiança do eleitor. Esperamos um entendimento que facilite a conexão com a base de Lula. Mas vamos tentar, juntos, de qualquer forma", argumenta o parlamentar, defendendo a reivindicação do seu partido.

De qualquer forma, sabe-se que a última palavra no PT, quando trata-se de candidaturas ao Senado e ao Governo, é da executiva nacional. André de Paula pode se favorecer por um possível acordo, no plano Federal, entre Lula (PT) e Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD.

"A pergunta que eles vão fazer é: qual nome pode contribuir mais? Nós defendemos que é Carlos Veras, mas André de Paula é favorecido pelo cenário nacional, isso coloca peso a seu favor", comenta uma fonte do PT, ouvida sob reserva pelo Blog.

De qualquer forma, o que ambas as partes concordam é que a novela para definição da chapa precisa acabar rapidamente, para conter o desgaste interno causado pela disputa.

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