CONFUSÃO

Após ser xingado, Weintraub acusa Bolsonaro de ameaça

Outrora ávido defensor do Governo Bolsonaro, como mostrou o fatídico vídeo da reunião ministerial em maio de 2020, Abraham Weintraub abriu de vez o flanco contra seu ex-chefe

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 25/04/2022 às 10:02
MARCOS CORREA/PR
Weintraub era integrante da chamada ala ideológica do governo - FOTO: MARCOS CORREA/PR
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Outrora ávido defensor do Governo Bolsonaro, como mostrou o fatídico vídeo da reunião ministerial em maio de 2020, Abraham Weintraub abriu de vez o conflito com seu ex-chefe. O ex-ministro da Educação criticou o presidente, alegando que seu governo foi sequestrado pelo chamado 'centrão' e diz estar sendo ameaçado.

Abraham diz que Jair Bolsonaro teria ameaçado ele e seu irmão, com a perda de cargos, caso o ex-ministro da Educação não recuasse com o plano de concorrer ao Governo de São Paulo. O presidente lançou Tarcísio Gomes de Freitas, ex-ministro da Infraestrutura, como pré-candidato no estado.

As falas acontecem após Abraham Weintraub ser chamado de "filho da puta" pelo deputado Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro. O xingamento ocorreu porque o ex-ministro criticou a 'graça' concedida pelo presidente a Daniel Silveira.

"O presidente Bolsonaro passou a se identificar com o Centrão. E com orgulho. Ele é 100% vulnerável ao Valdemar da Costa Neto e ao Ciro Nogueira. (...) Tudo que importava era se manter no poder e não tomar impeachment, e as pautas foram se perdendo", disse Abraham Weintraub.

Abraham Weintraub saiu às pressas do Brasil em 2020 após a divulgação de vídeo de reunião ministerial. O então ministro chegou a defender, na reunião, a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), chamados por ele de "vagabundos".

Ele fez uma live nesse domingo (25), após ter prometido revelar 'verdades que chocarão a maioria' e avisando que "a cobra vai fumar". Ele disse ter sofrido ameaças, nos Estados Unidos, de Jair Bolsonaro.

A transmissão ao vivo contou com Arthur Weintraub, irmão do ex-ministro, e Ernesto Araújo, ex-chanceler brasileiro. Apesar das críticas, Abraham comentou: "A gente vai votar no presidente Bolsonaro por falta de alternativa".

Vale lembrar que a chamada 'ala ideológica' do Governo Bolsonaro não reagiu bem à chegada do Centrão ao coração da gestão.

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