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São Paulo pode ter rota turística de tiro. Projeto de lei defende 'tiroterapia'

O deputado cita como possibilidades para os adeptos da prática serviços como clubes de tiro de luxo, treinamento exclusivo para mulheres e até a "tiroterapia" em família em hotéis rurais.

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 03/05/2022 às 15:16 | Atualizado em 03/05/2022 às 15:19
Alesp
Deputado é autor da proposta - FOTO: Alesp
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Um projeto de lei que foi apresentado na Assembleia Legislativa de São Paulo, pelo deputado estadual bolsonarista Castello Branco (PL-SP), sugere a criação de uma "Rota Turística do Tiro", reunindo 34 cidades do estado de São Paulo. Entre elas, estão Mogi das Cruzes, Ribeirão Preto, Santos, São Bernardo do Campo e a capital. Outras poderão ser agregadas no futuro.

O projeto de lei nasceu no último dia 26 de abril, mas só veio a público nesta terça-feira, com uma reportagem do UOL.

O projeto informa que em todas as cidades citadas há clubes de tiro e a prática da modalidade esportivamente.

"A ideia é fomentar o tiro "esportivo, de defesa, tático e/ou especializado". Trata-se de uma atividade que, se estimulada com políticas públicas, pode gerar empregos e renda", afirmou o parlamentar.

"Mais do que um hobby, a atual prática do tiro no Brasil é um estilo de vida", diz o deputado na justificativa do projeto.

Ele cita como possibilidades para os adeptos da prática serviços como clubes de tiro de luxo, treinamento exclusivo para mulheres e até a "tiroterapia" em família em hotéis rurais.

A prática do tiro e o maior acesso a armas são bandeiras defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus seguidores. Na atual gestão, houve aumento expressivo de pessoas que se enquadram na categoria de CACs (caçadores, atiradores e colecionadores), que têm acesso facilitado às armas.

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