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PP pode acompanhar PSD em aliança com Marília Arraes, mas vai conversar com bases antes da definição

O PP de Eduardo da Fonte pode formar aliança Marília Arraes (SD), mas vai conversar com recém-filiados ao partido, incluindo bolsonaristas

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 13/05/2022 às 15:46 | Atualizado em 13/05/2022 às 15:53
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Marília Arraes e Eduardo da Fonte conversam e podem formar aliança para a eleição de 2022 - FOTO: Reprodução
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Como a coluna antecipou, o PP de Eduardo da Fonte pode integrar a aliança formada em torno da pré-candidatura de Marília Arraes (SD) ao Governo de Pernambuco. Mas, para isso, o acordo precisará passar por conversas que incluem os bolsonaristas recém-filiados ao partido, assim como as demais bases.

Sabe-se, antes mesmo de o PP declarar união a André de Paula (PSD) para sua disputa ao Senado, que Eduardo da Fonte e Marília Arraes já começaram tratativas para uma possível união. Nesta sexta (13), anunciou-se a aliança do social democrata com a pré-candidata ao Governo.

Conforme a reportagem apurou com lideranças do PP, a executiva do partido vai realizar uma reunião, planejada para a primeira quinzena de junho, para decidir o futuro da legenda: se acompanha o PSD no apoio a Marília Arraes (SD) ou se fica na Frente Popular, apoiando Danilo Cabral (PSB). O clima dentro do da sigla indica que o primeiro cenário é o mais provável.

"Anunciamos o apoio a André e vamos com ele até o fim, mas não necessariamente vamos com Marília Arraes, apesar de o clima no partido apontar isso", diz uma liderança do PP, ouvida sob reserva pela coluna. A fonte diz que bases da legenda pedem apoio à pré-candidata do Solidariedade.

A decisão vai ser tomada pela executiva a partir do encaminhamento dado pela maioria. Dessa forma, deve-se levar em consideração a chegada recente de bolsonaristas como Clarissa Tércio no PP. A deputada estadual faz oposição ferrenha à esquerda, campo político de Marília Arraes.

Por outro lado, há uma movimentação, principalmente dos prefeitos do PP, para que a legenda declare apoio à ex-petista. Os municípios estariam insatisfeitos com a gestão do governador Paulo Câmara (PSB). Além deles, há quem aponte que não existe ambiente para permanência do PP na Frente Popular após o assédio de partidos aliados durante a janela partidária.

Parte da legenda enxerga que a tentativa de esvaziar o PP partiu de João Campos (PSB). Na época, o Progressista precisou se mobilizar, contendo a saída de filiados e atraindo novos quadros. Dada a equação, o clima neste momento indica que o partido deve formar a aliança com Marília Arraes.

Assim como o PSD, o PP pode oferecer a Marília Arraes ativos dos quais mais precisa neste momento. Ela busca partidos para integrar seu grupo, de olho na capilaridade (presença em mais municípios) e tempo de TV e Rádio, para não derreter na corrida eleitoral. Ela lidera a pesquisa de intenção de voto ao Governo.

O PP possui dez deputados estaduais, vinte prefeitos e dois deputados federais. Trata-se de uma estrutura importante para oferecer musculatura, levando-se em conta que neste ano a eleição possui diversos candidatos fortes nas pesquisas, como Raquel Lyra (PSDB), Miguel Coelho (UB) e Anderson Ferreira (PL).

Já fazem parte, oficialmente, da base de partidos aliados de Marília Arraes o PROS e o Agir 36. A oficialização do apoio do PSD acontece nesta segunda-feira (16).

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