Opinião

Aliado de Marília Arraes compara a deputada a um furacão destinado a arrasar Frente Popular

Dissidente do PSB no Cabo de Lula Cabral elogia Marília Arraes

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 14/05/2022 às 14:00 | Atualizado em 14/05/2022 às 18:17
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Marília Arraes jogou foto de Lula com chapéu de palha nas redes sociais - FOTO: REDES SOCIAIS
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Marília: Um furacão, com nome de mulher, devasta o território da Frente Popular de Pernambuco.

Usar nomes humanos - em vez de números ou termos técnicos - nas tempestades tem o objetivo de evitar confusão e fazer com que seja mais fácil lembrar delas ao divulgar alertas. Os furacões e ciclones sempre recebem nomes femininos.

Na política pernambucana, o clima era tranquilo, ameno e Raquel Lyra liderava todas as pesquisas para o Governo do Estado e Marília Arraes liderava para o Senado e também quando tinha o nome lembrado para o governo.

Porém, mais uma vez o Partido dos Trabalhadores, em Pernambuco, liderado pelo senador Humberto Costa (algoz de Marília Arraes no PT) barrou a candidatura da neta de Arraes a governadora em 2018.

Em 2020, a serviço do PSB, o PT de Humberto Costa boicotou Marília Arraes na eleição de prefeito para beneficiar João Campos e o PSB.

Agora, em 2022, o mesmo Humberto Costa tumultuou o processo de escolha para impedir mais uma vez uma candidatura de Marília Arraes e o tempo mudou.

Marília Arraes, cansada de ser preterida, boicotada por seu próprio partido, corajosa, briosa que é, como o seu avô Miguel Arraes, saiu do PT, entrou no Solidariedade, com as bênçãos de Paulinho da Força e,  em um jogo combinado com o ex-presidente Lula, lançou-se como pré-candidata a governadora.

A partir daí, um furacão de nome "Marilia" sofreu ventos fortes sobre a política pernambucana, devastando todo o território político, principalmente, o território da Frente Popular, que vem sofrendo fortes vendavais e já se pode considerar como terra arrasada.

Marília Arraes fez Raquel Lyra definhar e, sem conseguir atrair mais ninguém, corre o risco de morrer por inanição.

Danilo Cabral (PSB), o candidato do governador Paulo Câmara (PSB), mesmo depois de dois meses de anunciado, não consegue sair dos ínfimos 5%, em todas as pesquisas realizadas.

Afetada pelo furacão Marília, a Frente Popular perdeu o PROS. Na segunda feira (16), o deputado federal André de Paula,  presidente do PSD e que tem, ao seu lado, uma penca de prefeitos, deixará o território devastado da Frente Popular e será anunciado como pré-candidato a senador de Marília Arraes.

E esse parece ser um furacão de efeitos duradouros e estratégico na sua ânsia devastadora. Depois, já é certo, o Avante, presidido pelo sertanejo deputado federal, sobrinho de Inocêncio Oliveira, Sebá, também deixará Danilo Cabral para ficar ao lado do furacão.

Em junho, o poderoso Progressitas, de Eduardo da Fonte, com 10 deputados estaduais, 2 federais e um caminhão de prefeitos também deixará Danilo para juntar-se à Marília.

Depois de tantos estragos, muitos não resistirão à força desse poderoso, implacável, porém simpático e carismático furacão.

No final dessa tempestade, Danilo Cabral poderá ficar como folhas ao vento, sozinho, perambulando num território devastado por um furacão, que como todos, tem nome de mulher.

E essa mulher corajosa, combatente, carismática, que não se dobra aos poderosos, nem ao machismo da política, poderá, se tudo correr dentro da lógica, na ilógica e surpreendente política, ser a primeira mulher a governar Pernambuco.

Paulo Farias do Monte, advogado, suplente de Vereador pelo PSB do Cabo de Santo Agostinho e membro do Diretório do PSB-CABO

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