ECONOMIA

Presidente da Petrobrás deixa o cargo após pressão de Bolsonaro e ameaças de Lira

Foi anunciado nesta segunda-feira (20), pela Petrobrás, que José Mauro Coelho pediu demissão do cargo de presidente da empresa

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 20/06/2022 às 10:14
SAULO CRUZ/ MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
PASSAGEM RÁPIDA Terceiro executivo a comandar a estatal no governo Jair Bolsonaro, José Mauro Coelho ficou no cargo por 68 dias; saída dele era aguardada desde o dia 23 de maio - FOTO: SAULO CRUZ/ MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
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Foi anunciado nesta segunda-feira (20), pela Petrobrás, que José Mauro Coelho pediu demissão do cargo de presidente da empresa. Agora, será examinada a nomeação de um presidente interino pelo Conselho de Administração da Petrobras.

Na última semana, intensificou-se a pressão de Jair Bolsonaro (PL) contra a Petrobrás. O presidente fez cobranças públicas por causa da alta no preço dos combustíveis, chegando a falar em instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para fazer uma varredura na empresa.

Arthur Lyra (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, chegou a avisar: "Queremos apenas respeito da Petrobras ao povo brasileiro. Se a Petrobras decidir enfrentar o Brasil, ela que se prepare: o Brasil vai enfrentar a Petrobras. E não é uma ameaça. É um encontro com a verdade".

O parlamentar afirmou que, nesta segunda, se reuniria com todos líderes da Câmara para tratar das questões da pauta. "Em relação à Petrobras, só há um ponto: chegou a hora da verdade".

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