ELEIÇÕES 2022

PP deve permanecer na Frente Popular, frustrando expectativa do grupo de Marília

Aliados de Marília, ouvidos sob reserva pela coluna, já não trabalham com chegada do PP de Eduardo da Fonte no seu palanque

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 23/06/2022 às 7:10
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ENCAMINHADA Marília Arraes e Eduardo da Fonte podem formar aliança - FOTO: Reprodução
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Nesta semana, a executiva do PP em Pernambuco vem conversando com suas lideranças para saber qual caminho tomará nas eleições deste ano: se fica na Frente Popular ou se rompe com aliança comandada pelo PSB no estado.

Antes, avaliava-se que a tendência seria migrar para o palanque de Marília Arraes (SD), mas o movimento perdeu força. Liderança do PP, ouvida sob reserva pela coluna, dá conta de que a cúpula do partido, liderada pelo deputado Eduardo da Fonte, ficou reticente.

Isso acontece porque André de Paula (PSD), pré-candidato ao Senado na chapa de Marília, teria se comprometido em transferir suas bases eleitorais para Waldemar Oliveira (Avante). Ele é irmão de Sebastião Oliveira (Avante), vice de Arraes, e pré-candidato a deputado federal.

Nos bastidores, o PP não recebeu bem esse movimento. A legenda contava com as bases do aliado para angariar novos votos e eleger mais um deputado federal. Eduardo da Fonte lançou a pré-candidatura do filho, Lula da Fonte (PP), à Câmara dos Deputados.

Um aliado de André de Paula comentou com a coluna que, internamente, o grupo já não trabalha com a perspectiva de que Eduardo da Fonte deixe a Frente Popular. Quando o social democrata anunciou sua pré-candidatura ao Senado, ainda sem chapa, o PP declarou apoio à sua postulação.

Em tempo, o posicionamento de Eduardo da Fonte é visto como um norte político. Isso porque o ele comanda um dos partidos com maiores bases na Assembleia Legislativa de Pernambuco, com 10 deputados, tem influência em diversas prefeituras. Dessa forma, será um importante peso na balança das eleições deste ano.

Mas o clima com o PSB também não é dos melhores. No PP, há mágoa pelo avanço socialista durante a janela partidária, no sentido de desidratar o então aliado. Como a coluna mostrou, a corda chegou a esticar, com ameaça aos cargos da legenda no Governo de Pernambuco.

Ao mesmo tempo, o líder do PSB na Alepe indicou um quadro do PP, a deputada estadual Clarissa Tércio, para liderar a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres. O movimento indica que o clima entre os dois partidos ainda pode ser resolvido.

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