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Paulo Câmara cobra devolução imediata de milhões repassados à Igreja Católica de Caruaru. Entenda

Governo Paulo Câmara diz que Igreja não cumpriu os termos de convênios

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 29/06/2022 às 17:25 | Atualizado em 30/06/2022 às 16:36
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Igreja pegou dinheiro com estado para cisternas, mas não teria cumprido ação. Segundo a secretaria, já foi até emitido o "boleto" para a Igreja pagar o Estado. - FOTO: SEI/Estado
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Sem alarde, o Governo Paulo Câmara está cobrando o valor de R$ 2.562.683,47 (dois milhões e quinhentos e sessenta e dois mil e seiscentos e oitenta e três reais e quarenta e sete centavos) da Igreja Católica (Diocese de Caruaru).

A cobrança foi assinada pelo secretário de Desenvolvimento Agrário, Luís Eduardo Cavalcanti Antunes, que é auditor concursado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), colega de concurso do governador Paulo Câmara (PSB), que também é auditor concursado.

Segundo o ato oficial, o débito foi aplicado contra a Igreja por ter "causado danos ao Erário" pela não instalação de "720 (setecentas e vinte) unidades de cisternas".

O despacho oficial informa que a Igreja supostamente descumpriu três contratos assinados em 2015.

O Governo do Estado agora pede, contra a Igreja Católica, a "devida prestação de contas e a restituição imediata ao Erário".

Caso a Igreja não pague, o Estado diz que irá impedir a Diocese de Caruaru de celebrar contratos com o Poder Público, por dois anos.

"Qualquer descumprimento aos itens acima, deverá ser aplicada a penalidade de suspensão temporária em licitação e impedimento de contratar com a administração pelo prazo de 02 (dois) anos", diz o secretário Luís Eduardo Cavalcanti Antunes, no ato oficial.

Segundo a Secretaria, já foi até emitido o "boleto" para a Igreja pagar o Estado.

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