BASTIDORES

Em nome de acordo PT-PSB, Danilo Cabral se posiciona pela retirada da candidatura de Molon no Rio

Visando a manutenção do acordo PT-PSB, Danilo Cabral se posicionou pela retirada da candidatura de Alessandro Molon ao Senado no Rio de Janeiro

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 27/07/2022 às 19:31 | Atualizado em 27/07/2022 às 20:14
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ATAQUE Deputado disse que Marília tenta esconder aliança com o Centrão para privatizar a água dos brasileiros - FOTO: MARCUS MENDES/DIVULGAÇÃO
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Visando a manutenção do acordo PT-PSB, Danilo Cabral se posiciona pela retirada da candidatura de Alessandro Molon ao Senado no Rio de Janeiro. No estado sudestino, a sigla descumpriu acordo com os petistas ao indicá-lo à Câmara Alta, a despeito de já ter garantida a candidatura de Marcelo Freixo ao Governo.

"O PSB fez uma aliança nacional com o PT. Os compromissos firmados devem ser cumpridos em todos os estados. No Rio de Janeiro, coube ao PSB indicar o candidato a governador, Marcelo Freixo. Cabe ao PT indicar o senador. Acordo é para ser cumprido!", posicionou-se Danilo Cabral.

Ouvida sob reserva, fonte da coluna afirma que Carlos Siqueira já comunicou a Alessandro Molon a retirada da sua pré-candidatura. O presidente do PSB foi ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira. Dessa forma, a vaga ao Senado ficará com André Ceciliano, atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio.

Divulgação PSB
PSB ignora PT e lança Marcelo Freixo e Alessandro Molon como respectivos candidatos ao Governo do Rio de Janeiro e Senado - Divulgação PSB

Vice-presidente nacional do PSB, Danilo Cabral é pré-candidato ao Governo de Pernambuco. Nos bastidores, enxerga-se que a associação ao ex-presidente Lula (PT) é crucial para sua eleição. Ela só é possível, porém, por causa do acordo nacional entre seu partido e o PT.

Em tempo, o impasse no Rio de Janeiro foi um dos temas conversados no almoço entre Danilo, Siqueira e Lula durante a visita do ex-presidente a Pernambuco. Ele cumpriu agendas ao lado do aliado em Serra Talhada, Garanhuns e no Recife.

Em tempo, a passagem de Lula pelo estado foi adiada diversas vezes e só aconteceu após a resolução em São Paulo. Lá, Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB) mediam forças para decidir quem seria o candidato ao Governo.

Com a vitória do petista, o ex-presidente decidiu visitar seu estado natal para apoiar Danilo Cabral. O temor do PSB é que um novo imbróglio entre as legendas possa prejudicar a relação entre os polos.

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