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Marília Arraes critica resposta de Raquel Lyra no Roda Viva sobre falta de representatividade racial no governo: 'Ela governa a Noruega?'

Ex-deputada ironizou resposta de Raquel sobre falta de pessoas pretas no governo: "Ela governa a Noruega?"

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Rodrigo Fernandes

Publicado em 27/06/2023 às 9:03 | Atualizado em 27/06/2023 às 9:35
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A ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade), derrotada nas Eleições 2022 para o governo de Pernambuco, criticou uma fala da governadora Raquel Lyra (PSDB), concedida durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite da última segunda-feira (25), sobre a representatividade racial na gestão do estado.

Pegando um gancho na questão da representatividade feminina no governo, indicada por Raquel durante a entrevista, o jornalista Guilherme Caetano, de O Globo, questionou a tucana sobre a falta de pessoas pretas no seu alto escalão.

"A questão da igualdade racial, da presença do negro, precisa ser construída todos os dias, porque eles não estão colocados, não são os primeiros nomes, assim como não são as mulheres. Quando a gente vai buscar uma indicação, a gente recebe um currículo, se a gente não olhar o nome, todos eles serão de homens brancos ou de mulheres, na maioria das vezes, também brancas", explicou Raquel.

Em seguida, Raquel foi questionada se existe dificuldade em encontrar pessoas pretas. "É um esforço muito maior nosso de trazer essas pessoas. Elas existem e estão fazendo diferença no seu ambiente, não tenho duvida. Eu preciso chegar a elas", comentou a governadora.

Marília aproveitou essa fala para alfinetar a governadora. "Minha gente, é verdade que Raquel Lyra disse que achou difícil encontrar pessoas negras para compor seu governo? Ela governa a Noruega?", escreveu a ex-deputada em uma rede social.

Raquel completou a fala afirmando seu governo tem pessoas pretas. "Eu me coloco como alguem que ainda precisa garantir mais participação, a gente conseguiu [essa representatividade] no segundo escalão, mas concordo contigo que ainda é insuficiente, para garantir de fato uma diversidade de olhares. Mas a gente tem postos como na secretaria de educação pedagógica, na secretaria da mulher, chefia de gabinete, pessoas negras que trazem um olhar diverso sobre a forma de fazer as coisas, como chegar nas coisas", acrescentou a governadora.

A gestora ainda foi interpelada pela jornalista Priscila Camanzo, da Folha de São Paulo: "Essas pessoas existem, é preciso fazer uma busca ativa, elas não aparecem numa lista, me permita essa observação. A gente não pode simplesmente achar que não tem. Elas existem e a gente precisa que vocês, pessoas que estão no cargo de liderança, façam uma busca ativa".

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