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Simepe cobra ao Governo de Pernambuco ações em prol da saúde pública

Em nota publicada nesta segunda (07), a entidade sindical vê com preocupação o atual cenário, que já ultrapassa a precariedade em que os serviços públicos de saúde do estado já vivem

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Jamildo Melo

Publicado em 08/08/2023 às 15:44 | Atualizado em 08/08/2023 às 15:50
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Declarando-se preocupado com o cenário de precariedade agravado em que se encontra a saúde pública em todo o estado de Pernambuco, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) emitiu nesta segunda-feira (07) uma nota oficial da entidade, expondo pontos que classifica como gravíssimos e que necessitam de iniciativas urgentes, do Governo de Pernambuco.

As demandas apontadas no texto foram apuradas durante as assembleias realizadas com médicos que atuam na rede estadual de saúde e que, no último dia 18 de julho, optaram pela oficialização dos problemas através do comunicado.

De acordo com o Simepe, a saúde do estado está submetida a um déficit maior de profissionais nas escalas médicas, agravado pela portaria estadual que ordenou o retorno de profissionais cedidos a outros órgãos, a finalização de contratos e a redução de leitos.

Outro ponto levantado na nota oficial é a insatisfação da população usuária do serviço, que, infelizmente, tem se transformado em agressões a profissionais, notadamente nas unidades de urgência e emergência.

Confira abaixo o texto na íntegra da nota publicada pelo Simepe

O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) vem a público manifestar preocupação diante dos relatos realizados pelos médicos da rede estadual de Pernambuco, durante Assembleia Geral Extraordinária, sobre a situação da saúde pública nestes primeiros seis meses do ano.

O cenário atual ultrapassa a precariedade em que os serviços públicos de saúde do estado já vivem. Pois a saúde do estado está submetida a um déficit maior de profissionais nas escalas médicas, agravado pela portaria estadual que ordenou o retorno de profissionais cedidos a outros órgãos; a finalização de contratos; e a redução de leitos, como por exemplo o Hospital de Retaguarda em Neurologia.

A insatisfação da população passou a ser muito mais percebida, transformando-se em agressões a profissionais, notadamente nas unidades de urgência e emergência. O desabastecimento geral de medicamentos/insumos e equipamentos médicos/cirúrgicos tem causado um impacto direto na assistência aos pacientes, com restrições de atendimento e sobrecarga de outros serviços.

A assembleia reitera o pleito inicial de chamamento expressivo de médicos que aguardam a nomeação de concurso público para a recomposição, imediata, das escalas de plantão, e a abertura de leitos de retaguarda, para mitigar a superlotação das grandes urgências/emergências da rede estadual. Por fim, os médicos clamam por melhores condições de trabalho: segurança, infraestrutura e abastecimento de materiais e insumos necessários para o atendimento de qualidade a ser oferecido à sociedade.

Diante dos desafios vividos e agravados ao longo deste último semestre, os médicos da rede estadual de saúde se colocam em estado permanente de assembleia. O Simepe segue ao lado dos médicos, lutando por estes, fortalecendo o movimento e dando voz ao maior patrimônio que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem, o patrimônio humano.

Reprodução/Instituto Veritá
Pesquisa Veritá sobre Saúde em Pernambuco - Reprodução/Instituto Veritá

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