Berço do Éxercito brasileiro

Equação financeira da Escola de Sargentos blinda Exército da dependência de governos e Orçamento da União

Projeto da Escola de Sargentos do Exército será um dos maiores desafios do governo Raquel Lyra. Obra começará a ser construída em 2027

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Jamildo Melo

Publicado em 16/11/2023 às 13:27 | Atualizado em 16/11/2023 às 13:57
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Com a nova Escola de Sargentos, a ser construída na cidade de Abreu e Lima, o Exército Brasileiro estará trazendo para o Estado de Pernambuco e a região Nordeste uma série de benefícios econômicos, políticos e ambientais. Além destes, o empreendimento estruturador, em sua concepção original, já será uma aula para a classe política e autoridades, por estar focado em um projeto de Nação e de Estado.

Em um Brasil acostumado com projetos de gestão com horizontes de quatro anos, normalmente interrompidos com a mudança dos gestores, o Exército decidiu inovar apresentando um projeto com um horizonte de 12 anos, entre 2027 e 2034. Não é a única sinalização.

Pernambuco venceu disputa e ganhou Escola de Sargentos do Exército, no final de outubro de 2021, conforme revelou o blog de Jamildo, em primeira mão.

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General Nilton Moreno, no Comando Militar do Nordeste - Blog Imagem

O general de brigada Nilton Moreno, um dos responsáveis pela implantação do estratégico empreendimento, revelou, nesta quinta-feira, em um café da manhã, na sede do Comando Militar do Nordeste, que os militares optaram por uma equação financeira moderna para sustentar o projeto, sem a dependência do OGU (Orçamento Geral da União).

Os militares farão a venda de uma área de 430 hectares no Plano piloto de Brasília para a iniciativa privada e os recursos advindos da negociação viabilizarão o projeto no Nordeste. "A venda destas glebas deve estar casada com o início das obras, previsto para 2027", explicou Moreno.

O projeto está orçado atualmente em R$ 1,8 bilhão, criando uma verdadeira revolução na infraestrutura social e econômica da zona oeste da Região Metropolitana do Recife.

Neste primeiro momento, o Exército brasileiro já conta com R$ 10 milhões em emendas parlamentares para as primeiras ações de viabilização do empreendimento. Agora mesmo, os militares acabaram de criar um Comissão Especial de obras, para fiscalização de todo o projeto.

"O que temos aqui no Nordeste é um projeto de Estado. Não sabemos o governo que vai estar no poder, quem vai estar nos próximos quatro ou oito anos, nosso horizonte é um projeto de estado a ser executado em 12 anos", afirmou o coronel Helder, responsável por estudos ambientais. "Em Londres, por exemplo, já se viu uma estação de Metrô levar 18 anos para ser inaugurada, por ser um projeto de Estado. Trata-se de um desafio e de uma grande oportunidade", comparou.

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