Relações exteriores

Lula comanda reunião do Mercosul hoje (07) em meio à tensão entre Venezuela e Guiana e próximo da posse de Milei

Reunião de líderes do Mercosul ocorre nesta quinta (07) no Rio de Janeiro. Apesar de não estar na pauta de discussão, evento ocorre em meio à crise entre Venezuela e Guiana e 3 dias antes da posse de Javier Milei como presidente da Argentina

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Cynara Maíra

Publicado em 07/12/2023 às 9:24
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Nesta quinta-feira (07), o presidente Lula (PT) preside a 63º edição da cúpula de chefes de Estado dos países do Mercosul. O evento que ocorre no Rio de Janeiro tem o objetivo de efetuar passagem da liderança do bloco para o Paraguai, assinar um acordo de livre-comércio com a Singapura e promulgar a adesão da Bolívia dentro do grupo.  

Apesar disso, o contexto da reunião deve afetar as conversas entre os membros do Mercosul, já que o encontro ocorre dias após o início da crise entre Venezuela e Guiana e pouco tempo antes da posse de Javier Milei como presidente da Argentina. 

Crise entre Venezuela e Guiana e posse de Milei devem aumentar tensões em reunião do Mercosul

Apesar de não estarem na pauta para reunião, é provável que a situação da crise da Venezuela e Guiana, além da mudança de eixo político na Argentina afetem o encontro de líderes do Mercosul. 

A situação em que a Venezuela votou por anexar a região rica em petróleo de Essequibo, território da Guiana piora as chances do país conseguir voltar ao bloco econômico, já que os venezuelanos estão suspensos do Mercosul desde 2017. Houve certa mobilização por parte de Lula para retirar da suspensão o país liderado por Nicolás Maduro, mas a alteração se torna mais improvável com o conflito. 

Em um quesito ligado mais diretamente ao Mercosul, a proximidade da posse de Milei, que ocorre no próximo domingo (10), pode deixar a situação mais tensa dentro do bloco. 

 

Isso porque o novo presidente da Argentina é um crítico da atuação do Mercosul e detém relações tensas com o presidente Lula. Além de ter derrotado Sergio Massa, candidato apoiado por Lula, Milei já chamou o líder brasileiro de "corrupto" e "comunista". 

Mesmo com uma relação tensa com o Mercosul e o Brasil, Milei já declarou que apoia a conclusão de um acordo do bloco com a União Europeia (UE), que será discutido na reunião desta quinta. 

Apesar disso, com a passagem da presidência semestral do Mercosul ao Paraguai, o processo de inserção da Bolívia dentro do bloco e a assinatura de um acordo de livre-comércio com Singapura, além da tensão envolvendo as atualidades da América Latina, é pouco provável que haja grandes avanços em relação ao acordo com a UE.

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