RELAÇÃO BILATERAL

Governo Lula defende posição de Milei em maior aceno já visto desde a posse do argentino

Em comunicado oficial, o governo Lula defendeu ideia do presidente da Argentina

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Marcelo Aprígio

Publicado em 04/01/2024 às 11:27 | Atualizado em 04/01/2024 às 11:56
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No maior aceno a Javier Milei desde a posse do presidente da Argentina, em 10 de dezembro passado, o governo Lula reiterou seu respaldo aos direitos dos 'hermanos' na disputa de soberania com o Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas, Geórgias do Sul e Sandwich do Sul, bem como as áreas marítimas adjacentes.

O comunicado emitido pelo Itamaraty, na noite da quarta-feira (3), defende a retomada das negociações bilaterais entre argentinos e britânicos.

Essa postura do Brasil é a mesma defendida por Milei e remete a 1833, quando a embaixada brasileira em Londres recebeu instruções para respaldar o protesto argentino perante o governo britânico pela ocupação das Ilhas Malvinas, conhecidas como Falklands Islands pelo Reino Unido.

Ao longo do tempo, os dois países têm disputado o arquipélago, lar de cerca de 4 mil habitantes e situado próximo à costa argentina, em diferentes ocasiões.

GUERRA DAS MALVINAS

A Guerra das Malvinas, em 1982, exemplifica a falta de sucesso dos países vizinhos ao tentar estabelecer controle sobre o local.

O presidente da Argentina, Javier Milei, assim como seus antecessores, reitera a reivindicação pela soberania do arquipélago.

Por isso, a declaração do governo brasileiro, que defende a mesma posição de Milei, pode ser lida como um aceno ao presidente do país vizinho.

Buenos Aires busca a retomada das negociações bilaterais, porém o Reino Unido considera a questão como encerrada.

O respaldo do Brasil à Argentina foi reafirmado em uma declaração conjunta assinada durante a visita do presidente Lula (PT) ao país, em janeiro do ano anterior, durante a gestão de Alberto Fernández na Casa Rosada.

Essa posição foi reiterada em maio, por meio de um documento aprovado por todas as nações da região durante um encontro de líderes em Brasília.

Com informações do jornal O Globo.

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