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CPI contra o padre Júlio Lancellotti: políticos de direita criticam e CPI perde força

Padre Júlio Lancellotti recebe apoio de políticos da direita após repercussão sobre investigação em CPI. Vereadores também retiram o apoio à Comissão e se dizem "enganados"

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Cynara Maíra

Publicado em 05/01/2024 às 10:07 | Atualizado em 05/01/2024 às 10:49
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Após a repercussão nas redes sociais, perde a força a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que planejava investigar a atuação do padre Júlio Lancellotti e Organizações Não Governamentais (ONGs) que atuem na Cracolândia. 

O caso ocorre após internautas questionarem a politização de uma ação da Igreja Católica e nomes da direita brasileira defenderem o padre Júlio. 

PADRE JÚLIO LANCELLOTTI É DEFENDIDO POR POLÍTICOS DA DIREITA

Além de conseguir o apoio de membros da esquerda, do qual o vereador Rubinho Nunes (União Brasil) acusou o padre Júlio Lancellotti de compor, o padre também foi defendido por representantes da direita brasileira. 

Entre os nomes que defenderam o padre Júlio Lancellotti estão o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que busca o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral deste ano. Em fala para CNN Brasil, Nunes afirmou que ligou para Júlio e a Arquidiocese de São Paulo para tranquilizar sobre a possibilidade de serem investigados em Comissão. 

O ex-presidente da Frente Parlamentar Evangélica e vice-presidente da Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também criticou a possibilidade de uma investigação contra o padre Júlio Lancellotti ao declarar que "não se pode misturar a pessoa física com suas funções sacerdotais. Isso é péssimo, pois fere a liberdade religiosa". 

CPI PADRE JÚLIO LANCELLOTTI: 4 VEREADORES VOLTAM ATRÁS COM APOIO

Depois que a situação repercutiu nas redes sociais, alguns vereadores da Câmara de Vereadores de São Paulo retiraram os apoios à CPI, mesmo que não possam retirar suas assinaturas do requerimento. 

Segundo o que os vereadores relataram ao G1, Thammy Miranda (PL), Xexéu Tripoli (PSDB), Sidney Cruz (Solidariedade) e Sandra Tadeu (União Brasil) não apoiarão mais a instalação da CPI sobre ONGs na Cracolândia. 

Os políticos afirmam que foram enganados pelo vereador Rubinho Nunes, que havia afirmado que a CPI seria direcionada a investigar ONGs clandestinas que atuam na Cracolândia. A posição desses vereadores é de que, na verdade, a CPI tem foco político de atacar o Padre Júlio Lancellotti "desvirtuando o foco da investigação que foi protocolada na Câmara". 

O vereador Thammy Miranda, que realizou uma conversa ao vivo com o próprio Padre Júlio Lancellotti, indicou que "o documento de CPI que assinamos nunca citou o padre Júlio e usou de uma situação séria para angariar apoio. 90 dos vereadores que assinaram esse pedido não sabiam desse direcionamento político do vereador". 

Thammy, que inclusive já foi defendido pelo padre Júlio Lancellotti após ataques transfóbicos, afirmou que o foco do vereador Rubinho Nunes era realizar "uma manobra política para angariar apoio eleitoral nas redes sociais" durante este ano de eleições municipais. 

Apesar das mobilizações recentes, o vereador Rubinho Nunes continua a reforçar suas críticas ao padre Júlio Lancellotti e seu apoio ao presidente Lula. Em suas redes sociais, Nunes afirmou que existe uma "máfia da miséria promovida por ONGs esquerdistas" e que lucram "politicamente com o caos instaurado na Cracolândia".

Para saber mais sobre a instauração da CPI que investigaria o padre Júlio Lancellotti clique aqui

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