Marielle Franco

Caso Marielle Franco: além de Domingos Brazão, suposta delação apontaria 2º mandante do assassinato

Delação ainda não homologada de Ronnie Lessa pode, além de apontar envolvimento de Domingos Brazão, indicar presença de um segundo mandante; entenda

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Cynara Maíra

Publicado em 25/01/2024 às 7:01
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A suposta delação não homologada do ex-policial militar Ronnie Lessa tem movimentado o caso Marielle Franco.

Agora é indicado que além de apontar o nome do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE) Domingos Brazão, como foi revelado pelo The Intercept Brasil, Lessa pode ter falado sobre a presença de um segundo mandante

CASO MARIELLE FRANCO: POSSÍVEL SEGUNDO MANDANTE DO CRIME É INVESTIGADO PELA PF

A informação é da coluna Segredos do Crimes, de Vera Araújo no Globo. A jornalista que escreveu o livro "Mataram Marielle" afirma que a delação de Ronnie Lessa ainda não homologada pode apontar para possibilidade de que existam dois mandantes da morte de Marielle Franco

O executor dos disparos que mataram Marielle e seu motorista, Anderson Gomes, fez um acordo de delação premiada com a Polícia Federal no final de 2023, mas ainda não teve o material validado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A delação de Ronnie Lessa está sendo analisada e investigada pelo Grupo Especial de Investigações Sensíveis (Gise), que precisa identificar com provas se as declarações de Lessa sobre o caso Marielle Franco são verdadeiras. O indicativo de que a colaboração está no STJ indica que um dos mandantes tem foro privilegiado.

 

Citado na reportagem do Intercept Brasil e já investigado anteriormente, Domingos Brazão é o único dos investigados pela polícia e pelo Ministério Público do Rio que teria esse foro.

Brazão já negou seu envolvimento na morte de Marielle diversas vezes e após a revelação sobre seu nome na delação relatou que "Lessa deve estar querendo proteger alguém. A polícia tem que descobrir quem. Nunca fui apresentado à Marielle, ao Anderson, nem tampouco ao Lessa e ao Élcio de Queiroz (que dirigiu na emboscada). Jamais estive com eles. Não tenho meu nome envolvido com milicianos. A PF não irá participar de uma armação dessas, porque tudo que se fala numa delação tem que ser confirmado". 

O plano da Polícia Federal é concluir o caso até março, mês em que fazem seis anos da morte de Marielle Franco

CASO MARIELLE FRANCO: Quem são os citados por RONNIE LESSA na DELAÇÃO

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