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Pai de Mauro Cid usou verba e estrutura da Apex para ir a acampamento golpista

O general Cid foi nomeado para comandar a Apex por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro

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Marcelo Aprígio

Publicado em 02/04/2024 às 8:55
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O general Mauro Cesar Lourena Cid, pai do tenente-corone Mauro Cid, utilizou as instalações do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) para realizar atividades de cunho golpista, durante as manifestações contra a posse de Lula (PT) em 2022.

Isso implica dizer que Lourena Cid esteve presente em um acampamento no quartel-general do Exército durante o período pós-eleitoral do ano passado.

É importante ressaltar que o general Cid foi nomeado para comandar a Apex por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em vídeos obtidos pelo UOL, Mauro Lourena Cid foi visto ao lado de Michael Rinelli circulando por um dos acampamentos do exército.

Embora a filmagem exista, não é possível discernir o conteúdo da conversa.

Rinelli ocupava o cargo de diretor de investimentos da Apex Miami e veio ao Brasil junto com o general Cid, desembarcando entre 26 de novembro e 11 de dezembro de 2022.

Este período coincide com as discussões sobre uma suposta minuta golpista, de acordo com informações da Polícia Federal (PF), que teriam ocorrido durante uma reunião entre Bolsonaro e a cúpula das Forças Armadas.

CASO DAS JOIAS

Vale lembrar, que o general é alvo de investigações no caso da venda das joias recebidas por Bolsonaro, durante sua gestão nos Estados Unidos da América (EUA).

Segundo a PF, Mauro Lourena Cid foi um dos responsáveis por negociar a venda desses itens em lojas de Miami e outras cidades estadunidenses.

No entanto, até o momento, o general Cid não foi mencionado nas investigações sobre o suposto plano de golpe de Bolsonaro.

APEX

Embora a Apex não seja uma agência estatal, é uma pessoa jurídica sujeita a auditoria pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e deve prestar contas à corte.

Em 2022, o orçamento da agência foi de R$ 1,3 bilhão.

 

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