JC NEGÓCIOS - Tragédia sobre duas rodas

Fernando Castilho
Fernando Castilho
Publicado em 19/01/2012 às 12:00
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O levantamento do Hospital da Restauração com 100 pacientes vítimas de acidentes de motocicleta mostrando que 11% dos acidentados saíram amputados ou paraplégicos da unidade de saúde mostra o tamanho da tragédia sobre as rodas que Pernambuco vive. Só no ano passado, 3.200 vítimas de acidentes de motocicletas operadas nos hospitais públicos do Estado custaram R$ 493 milhões medindo-se o custo hospitalar, salário dos médicos, medicamentos e colocação de próteses.
Não é só um problema de saúde publica. Virou fator de custo social estatal. Meio bilhão de reais é muito mais do que custaram os novos hospitais Pelópidas Silveira (R$ 109 milhões), Miguel Arraes (R$ 80 milhões) e Dom Helder Camara (R$ 80 milhões). E bem mais que 14 Upas, que custaram R$ 84 milhões inclusive com equipamentos. Ou o custo da BR-232, entre Recife e Caruaru.O mais grave disso é que os acidentes de motos estão retirando do mercado de trabalho gente na sua melhor idade produtiva, que chegaram ao ensino médio, onde o Estado investiu pelo menos nove anos de educação. Não dá mais para mostrar apenas o filme pubilitário produzido na TV. Talvez precisemos agora de cenas gravadas ao vivo. Material para isso, infelizmente, tornou-se farto. E o cidadão ainda paga pela saúde O dinheiro que o governo gasta com vítimas de acidentes de motos falta noutro lugar. As despesas públicas per capita com consumo de bens e serviços de saúde foram de R$ 645,27 em 2009, segundo o IBGE. As despesas per capita privadas foram de R$ 835,65 naquale ano. A despesa da administração pública (R$ 123,6 bilhões) foi com saúde pública (66,4% do total). O setor público de serviços (em unidades privadas contratadas pelo SUS) somou 10,8% das despesas de consumo do governo com saúde. Em Washington O governador Eduardo Campos aproveitou a conversa com os dirigentes do Banco Mundial e pediu mais recursos para o Brasil manter seu ritmo de crescimento, mesmo que o foco seja a Europa. Para a Europa Ontem, o FMI informou que pretende levantar US$ 500 bilhões para capitalizar a instituição e enfrentar a crise na Europa, mas que US$ 300 bilhões em outros lugares, inclusive a América do Sul. Pisos Solarium A presidente da fábrica de revestimentos cimentícios Solarium, Ana Cristina Gomes, projeta crescimento de 20% no faturamento da unidade em Pernambuco em 2012 e mais 50% apenas no mercado local. Protetor da Roval A rede de farmácias de manipulação Roval está entrando no mercado de bloqueadores solares. Lançou dois produtos com fator de proteção 30 e 60 em embalagens de 60 e 120 ml. Nova Roma terá MBA da FGV A Faculdade Nova Roma abriu inscrições do seu MBA em Gestão de Petróleo e Gás da FGV com aulas sexta, sábado e domingo. No fone 2128-8000. Escritório para briga com banco O escritório Serur & Neuenschwander Advogados assumiu o contencioso cível do Banco Panamericano, no Norte, Nordeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Moura na Antártica A Moura forneceu as baterias para o veleiro Paratii 2 do navegador Amyr Klink, que está a caminho da Antártica e leva, pela primeira vez, grupo de biólogos, engenheiros e pesquisadores. Escada rolante A CBTU informa que toda Linha Sul foi construída dentro das especificações da Lei de Acessibilidade e que as estações têm escadas rolantes. Mas falta instalar uma parte das estações. BNDES aplica mais no Nordeste Concentração de recursos foi para o Sul Em 2011, o BNDES liberou para o Nordeste R$ 18,8 bilhões, 9% mais que em 2010. O banco operou uma pequena descentralização geográfica na concessão de crédito no ano. A Região Norte recebeu R$ 10,9 bilhões, mas o Sul recebeu R$ 68,2 bilhões dos R$ 139,7 bilhões emprestados pela instituição.

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