Vendas no varejo devem voltar a acelerar no início de 2014 revela Instituto para Desenvolvimento do Varejo

Publicado em 29/01/2014 às 19:00
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Após mostrar contínua recuperação no segundo semestre de 2013, o varejo desacelerou em dezembro, mas apresentou números positivos de crescimento no ano. De acordo com o IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), estudo realizado mensalmente com os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), as vendas em dezembro registraram aumento de 4,2%, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, fechando 2013 com crescimento anual de 4%. Quanto às expectativas para o começo de 2014, os associados indicam aumento no ritmo de crescimento, com alta de 6,4% em relação a janeiro de 2013, 9,7% em fevereiro e 6,9% em março. Um dos fatores que contribuiu para a queda de ritmo de crescimento em dezembro é a postergação de compras para o primeiro mês de 2014, devido às grandes promoções e liquidações do varejo, que já se tornaram tradição e que também estão impactando positivamente as previsões para este mês. A preocupação com o aumento das taxas de inflação também é um elemento que impactou as vendas de dezembro. “Sempre que há uma mudança no ritmo da inflação o consumidor tende a ter uma postura mais conservadora em suas compras”, analisa Flávio Rocha, presidente do IDV. O varejo de não duráveis, que responde pelas vendas de super e hipermercados, food service e perfumaria, apresentou alta de 2% em dezembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Por sua vez, a expectativa de crescimento nos próximos três meses para o segmento é de alta de 3,9% em janeiro e 14,8% e 11% em fevereiro e março, respectivamente. Já o setor de bens semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, foi o grupo com desempenho mais elevado no período, com os associados apontando alta de 5,8% das vendas realizadas em dezembro. Em relação aos próximos meses, a expectativa é de crescimento de 10,6% em janeiro, em relação ao mesmo período do ano anterior, 11,9% em fevereiro e 8,2%, em março.

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