Governo incentiva mandioca plantando a cultura nas áreas dos aeroportos da Infraero

Publicado em 01/07/2015 às 19:09
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Lembra que no alto da tribuna de honra do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, na semana passada, a presidente Dilma Rousseff saudou de forma especial a mandioca, um dos principais alimentos usados pelos índios, com um tom um tanto quanto descontraído. "Nós estamos comungando a mandioca com o milho. Estou saudando a mandioca. Acho uma das maiores conquistas do Brasil”? Pois bem, não falou só por falar. Não apenas o Ministério da Agricultura tem programas especiais para a produção de mandioca, mas até mesmo a Infraero apoia a cultura do tubérculo. A mandioca é uma cultura que ajuda nas áreas verdes dos nossos aeroportos. Uma reportagem publicada,  ontem, no Portal UOL revelou que a para evitar riscos de invasões de áreas no entorno de aeroportos, a Infraero (estatal do setor) adota uma medida inusitada: a mandioca. É isso mesmo: a estatal incentiva o plantio do tubérculo, além de legumes e frutas em terrenos próximos aos aeroportos. Hoje existem 76 contratos em vigor atualmente –normalmente com validade de cinco anos–, em quatro aeroportos do país. mandioca001 A "PPP" da Infraero com agricultores está concentrada em Imperatriz (MA) e João Pessoa (PB), com 37 cessões de área cada. Os outros estão em Bagé e Uruguaiana (ambas no Rio Grande do Sul). O problema é que plantar mandioca é mais uma atividade e subsistência mesmo. E embora concentrados hoje em quatro aeroportos, outros 16 já tiveram contratos semelhantes, como Campos (RJ), Pampulha (MG), Curitiba, Maceió (AL) e Manaus. O aeroporto do Recife não tem área para plantar mandioca. O problema é que a mandioca como produto agrícola ou matéria-prima para a produção de farinha não está bem. Apesar da boa safra, os produtores de mandioca do interior de São Paulo estão preocupados, pois o Nordeste do país também está com boa safra, o que fez o preço da raiz despencar no mercado. Por isso o excesso no campo derrubou os preços. No ano passado, a tonelada chegou a ser vendida a R$ 600. Hoje, não passa dos R$ 150, uma queda de 75% e sendo assim a crise que começou no campo inevitavelmente chega às fábricas de farinha de mandioca.  

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